FERNANDA PESSANHA: Baixa autoestima? Entenda e saiba como mudar

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FERNANDA PESSANHA – Quando nascemos, nossa essência é amor. Nós nos amamos incondicionalmente. Enquanto bebês, nós nos amávamos pelo que a gente era, não tínhamos medo de mostrar o que estávamos sentindo. A gente chorava quando queria chorar e não estava preocupado se alguém criticasse algum comportamento nosso. Não tínhamos que fingir ser algo que não éramos. Um bebê não é cínico, não mente, não tenta criar uma imagem agradável para impressionar outras pessoas. Eles não tentam ser amados, simplesmente são.

Os bebês estão, então, num estado mais próximo do nosso eu verdadeiro/incondicional, que é aquele estado em que a gente sabe que é digno de amar e ser amado e não estamos preocupados com a opinião dos outros sobre a gente, em criar uma imagem positiva para as outras pessoas.

Só que a gente vai crescendo e tendo experiências onde surge um amor condicional, um amor que vem condicionado a alguma coisa. Começamos a perceber que nossa mãe dá mais carinho quando tiramos boas notas na escola, nosso pai dá mais presente quando nos comportamos bem, nosso amiguinho passa mais tempo conosco se aceitamos as brincadeiras colocadas por ele, etc.

Começamos a interpretar, através dessas experiências, que o amor tem que ser merecido e conquistado. Que não somos dignos de amor em essência e que precisamos lutar para tê-lo. Estamos tendo todo tempo que decifrar o código que dá acesso ao afeto das pessoas. O problema que cada um é de um jeito e acabamos tendo que nos adequar aos padrões e regras de cada um. Quando eu acredito que o amor é algo condicionado a alguma coisa, eu vou perdendo minha autenticidade para criar determinados máscaras e parecer agradável às as pessoas, para que elas gostem de mim.

Autoestima é você gostar de si mesmo e apreciar suas características. A pessoa que tem uma baixa autoestima não consegue perceber o seu valor (aquilo que tem e faz de bom) e só consegue focar em seus pontos fracos. Então, se uma pessoa não consegue enxergar o seu valor, ela acaba tendo que criar uma autoestima baseada na opinião de outras pessoas. É por isso que essas pessoas têm tanta necessidade de serem amadas e aprovadas pelos outros.

Se eu acho que não sou digno de ser amado, que não sou bom o suficiente, começo a criar máscaras para esconder minha essência. Vou me mostrando ao mundo de uma forma que eu não sou porque preciso agradar as pessoas, ter o amor dos outros é importante demais para mim. Já que eu não consigo me amar e reconhecer o meu valor, preciso que isso venha de fora.

Então, a primeira coisa a se fazer é ter autoaceitação. Você precisa parar de se criticar e olhar com mais carinho para si mesmo. Autoaceitação é você entender que você é uma pessoa digna de amor em essência, que você merece ser amado do jeito que é hoje, independentemente de suas características. É você se aceitar da forma que você é hoje, com todo o seu bem e todo o seu mal.

Se eu não estou feliz e quero mudar, ótimo! Mas isso não quer dizer que hoje eu não seja digno de ser amado só porque eu tenho alguns pontos negativos. Todo mundo tem algo a melhorar, mas nem por isso devemos ser rejeitados.

Estamos sempre tentando esconder das pessoas as nossas partes que não são tão boas. Mas na verdade nós precisamos trazer à tona, parar de esconder a sujeira embaixo do tapete e trazer para nossa consciência. Pense:

O que eu preciso trabalhar dentro de mim?

Quais são as minhas feridas?

O que eu tenho feito que atrapalha meus relacionamentos, meu profissional e minha saúde?

Lembre-se que tudo para ser mudado, precisa antes ser identificado e aceito.

Passamos tanto tempo vivendo de acordo com padrões e regras de outras pessoas que nem sabemos mais quem somos. Precisamos fazer um trabalho de autoconhecimento para nos redescobrirmos e começar a viver de forma plena e autêntica. Olhe para dentro de você e responda:

Do que você gosta e precisa de aproximar?

Do que você não gosta e precisa se afastar?

No que você é bom? Quais são seus talentos?

Quais seus objetivos? Quais histórias você quer contar quando estiver bem velhinho?

O que é importante para você? Quais são seus valores?

Quais as pessoas mais importantes para você? O que você vai fazer para se aproximar mais delas?

Quando você começa a se conhecer, você começa a se amar. Esse processo acontece de forma automática e gradual. Você vai entrando em contato consigo mesmo, vai entendendo quem você de fato é. Quando você sabe quem você é, você para de se preocupar tanto com o julgamento dos outros, para de se comparar e se inferiorizar. Você começa a dizer sim para você, para as coisas que você quer, começa a dizer SIM para sua felicidade.

Se você está lendo esse texto, você já tem a intenção de mudar. Você já sente a necessidade de fazer diferente, de ser uma pessoa melhor. Portanto, busque melhorar um pouco a cada dia e reconheça suas vitórias ao longo da jornada. Seja gentil e paciente consigo mesmo, porque no final vai valer muito a pena!

Quer saber mais sobre Autoestima e Autoconfiança? Acesse meu site:

www.fernandapessanha.com.br

Com amor,

Fernanda Pessanha.

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