Carnaval 2024

Viradouro é destaque no 2º dia do Grupo Especial do carnaval do Rio

Divulgação Viradouro/Foto: @rsantosarantes

A comissão de frente foi eleita a melhor do Grupo Especial pelo júri do Estandarte de Ouro.

Atual vice-campeã do carnaval do Rio, a Unidos do Viradouro foi a grande estrela da segunda noite de desfiles do Grupo Especial, encerrando o carnaval de forma arrebatadora. A vermelha e branca de Niterói correspondeu às expectativas do público e deixou todos impressionados, garantindo seu lugar como favorita ao título. Do início ao fim, foi um desfile impecável, digno de campeã. (Vídeos abaixo)

Todos os nove quesitos foram defendidos com brilhantismo por toda a escola, desde a comissão de frente, que mais uma vez se destacou, até a comunidade que entrou na avenida com uma garra impressionante. Cada desfilante merece todos os elogios pelo seu empenho e dedicação.

 

O apuro estético também foi um ponto alto do desfile da Viradouro. As fantasias e alegorias mostraram todo o talento de Tarcísio Zanon, o carnavalesco responsável pelo enredo “Arroboboi, Dangbé”, que abordou a energia do culto ao vodun serpente.

A harmonia visual foi evidente em toda a apresentação, e a bateria do mestre Ciça levantou o público com sua energia contagiante. Além disso, o retorno do intérprete Wander Pires para a agremiação foi triunfal, emocionando a todos com sua voz poderosa.

O nascer do sol contribuiu para criar uma atmosfera ainda mais favorável ao desfile da Viradouro. A energia estava palpável, e a escola soube aproveitar cada momento para brilhar na avenida. Com uma apresentação de 67 minutos, a Unidos do Viradouro mostrou ao mundo sua força e determinação, conquistando a todos com sua performance impecável.

    Comissão de frente | Divulgação Viradouro/Foto: @rsantosarantes

    Reprodução

Não há dúvidas de que a Viradouro merece todos os aplausos e reconhecimento pelo seu desfile grandioso. Agora, resta aguardar a quarta-feira de cinzas para saber se a escola será coroada como a grande campeã do carnaval. Mas, independentemente do resultado, a Unidos do Viradouro já se consagrou como uma das grandes estrelas desta edição, deixando sua marca na história do carnaval brasileiro.

    Rainha de bateria da escola, Erika Januza chegou para o desfile com uma “armadura” metálica cravejada de pedrarias e com um adereço rosa na cabeça | Divulgação Viradouro/Foto: @rsantosarantes

    Comissão de frente | Reprodução

A comissão de frente, coreografada pelos renomados Priscilla Mota e Rodrigo Negri, recebeu o nome de “Alafiá”. Com um total de 24 integrantes, eles criaram um espetáculo visual, artístico e dançante, repleto de efeitos surpreendentes. A comissão começou com uma poderosa sacerdotisa no centro, rodeada por guerreiras Agojies empunhando lâminas, demonstrando força e sincronia impressionantes. Em seguida, uma imensa serpente emergiu de um tripé, representando um ninho, deslizando pelo chão da avenida e deixando o público boquiaberto. Os integrantes então subiram na alegoria e deram continuidade à apresentação, trocando de figurino para representar o ritual de preparação das guerreiras. Nesse momento, uma mulher serpente assumiu o papel principal, e a coreografia, aliada às fantasias, criou outro efeito esplêndido. Para encerrar, surgiu uma serpente mordendo o próprio rabo, símbolo do infinito. A luz cênica da Sapucaí foi utilizada durante toda a apresentação, culminando em um magnífico arco-íris no final.

    Divulgação Viradouro/Foto: @rsantosarantes

Encarnando o eterno espírito da serpente, o casal pioneiro de mestre-sala e porta-bandeira, Julinho e Rute, deslizou pela avenida com uma elegância cativante. A dupla experiente encenou uma série de momentos memoráveis, deixando uma marca indelével no desfile. A porta-bandeira deslumbrou o público com uma sequência de piruetas de tirar o fôlego, enquanto Julinho, em sua dança, formou um círculo perfeito. Embora esses movimentos possam parecer simples, eles carregam um significado profundo. Como a sinopse da Viradouro nos revela: “É Dangbé, o vodum da proteção, do equilíbrio e do movimento. Nele, nada começa nem termina, tudo avança, tudo retorna. É o constante redemoinho do universo, o círculo completo, personificado pela imagem da serpente que engole a própria cauda”.

A escola de Niterói deu início ao seu desfile ainda de madrugada, com alegorias que brilhavam misteriosamente no escuro. A segunda metade do espetáculo foi realizada já ao amanhecer com o sol despontando no horizonte. A Viradouro encerrou com chave de ouro as apresentações do Grupo Especial do Rio de Janeiro às 5h58.

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