Niterói terá o primeiro hospital municipal Zero Carbono do Brasil - Niterói
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Niterói terá o primeiro hospital municipal Zero Carbono do Brasil

A Prefeitura de Niterói informou que ao longo deste ano será elaborado um projeto para transformar o Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no primeiro hospital municipal neutro em carbono do Brasil. O projeto Getulinho Zero Carbono foi lançado nesta quinta-feira (22), em celebração ao Dia da Terra. A Secretaria Municipal do Clima vai traçar um diagnóstico de gases de efeito estufa da unidade e, a partir daí, desenhar estratégias para mitigar e neutralizar essa emissão. A destinação de resíduos, plantio de árvores e utilização de fornecimento sustentável de energia devem integrar o plano de ação, que deve ser concluído ainda este ano.

O prefeito de Niterói, Axel Grael, ressaltou que o município vem trabalhando, ao longo dos últimos anos, na agenda do clima. Em 2017, a Prefeitura de Niterói recebeu o selo de elaboração do inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE), concedido pelo Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade). “O Getulinho Zero Carbono é um ótimo exemplo do que pensamos quando criamos a Secretaria do Clima: um órgão que dialoga de forma transversal com as demais áreas do governo para estruturar e fazer avançar a agenda climática municipal. Fazer dessa unidade pediátrica o primeiro hospital municipal neutro em carbono do Brasil confirma a tradição de vanguarda, inovação e compromisso de Niterói com a sustentabilidade”, defendeu o prefeito.

Em diálogo com a Secretaria Municipal de Saúde, equipes da secretaria do Clima já fizeram vistorias no hospital para entender o funcionamento da unidade. Nesta quinta, durante visita à unidade para lançar o projeto, o secretário do Clima, Luciano Paez, explicou que o primeiro passo do projeto é calcular a quantidade de gases que o Getulinho emite para funcionar durante um ano. “Com esse diagnóstico em mãos, vamos traçar ações efetivas para diminuição de emissões do hospital e melhoria do ambiente e do microclima local. São alguns caminhos possíveis. Temos já em mente o objetivo de estabelecer um processo de economia circular, por exemplo. Transformar parte do resíduo produzido aqui em adubo para ser usado na horta do hospital, realizar o plantio de mudas, com conscientização da comunidade do Getulinho. Além de verificar a possibilidade de usar outros tipos de fornecimento do energia”, detalhou.

A implementação de políticas públicas para que os prédios da administração pública se adaptem a padrões de emissão zero de carbono também está sendo discutida com a Secretaria de Educação. O objetivo é que as escolas desenvolvam ações de mitigação dos gases de efeito estufa e gestão eficiente de resíduos.

Fotos: Douglas Macedo
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