Fabiano Gonçalves se despede da presidência da CDL no último Café Empresarial do ano

Foram quase sete anos na presidência da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói. Neste período, Fabiano Gonçalves desenvolveu muitos projetos em prol do comércio, deixando um legado que é aclamado pela nova diretoria da instituição. Para marcar a sua despedida, Fabiano palestrou no último Café Empresarial do ano, realizado na sede da entidade, nesta terça-feira, 12, trazendo informações sobre as vocações da cidade e o seu potencial para estimular o empreendedorismo.

Afirmando que o conhecimento é a melhor forma de incentivar os negócios, o presidente relembrou a trajetória do Café Empresarial, cujo objetivo é trazer informações relevantes aos participantes através de palestras ministradas por especialistas. Em 2017, ele conta que foram 24 eventos, divididos entre a Região Oceânica e o Centro: “Isso é um verdadeiro sucesso, conseguimos manter essa pegada de eventos e ter mais de mil pessoas participando conosco. O café é o momento de levar conhecimento aos empresários e promover a confraternização”.

Em sua palestra, Fabiano destacou as potencialidades de Niterói para se tornar uma cidade empreendedora, começando com dados do Censo, em que o município apresenta um crescimento populacional de 6%, quase metade do aumento demográfico do Rio de Janeiro, o que segundo ele faz da cidade um local com mais adultos e idosos, do que crianças. Outra informação destacada pelo presidente é a extensão territorial e a distribuição de solo.

“O empreendedor precisa ter informação, pois se não fizer isso está a um passo de investir errado. Conhecer o local é o primeiro passo para avaliar como o negócio pretendido se enquadra no mercado. Por exemplo, Niterói é uma cidade com um grande mercado consumidor para mulheres dos 20 aos 60 anos, já que a taxa de homens nessa idade é menor. O município também está envelhecendo e, como forma de segmentar e posicionar uma marca, ter conhecimento de que temos um maior percentual de pessoas acima de 50 anos pode trazer um diferencial. Outro ponto é a distribuição de solo, estamos numa cidade verticalizada, por isso é caro o metro quadrado, o que também significa que um terço da população mora em áreas de comunidades”, explica Fabiano.

Ele ainda ressaltou as vocações de Niterói para facilitar a abertura de novos empreendimentos, como estar posicionada como a primeira cidade com maior renda per capita entre as 10 do país, e a sua vocação como polo universitário e da área médica, além de berço de empresas de alta tecnologia.

“Niterói, no levantamento feito em 2010, apresenta 37% dos seus trabalhadores com nível superior, acima do Estado do Rio, com 16%, e da média nacional que é de 13%. Como facilitadores, ainda temos a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que foi complementada pela Lei Municipal; a 24ª delegacia da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja); o posto de emissão de passaportes da Polícia Federa; a Casa do Empreendedor; o sistema de nota fiscal eletrônica implementado; além dos alvarás rápidos, emitidos pela internet”.

E finalizando com a afirmação de que “para empreender é preciso conhecer a cidade, as pessoas, os influenciadores e ter conhecimento do negócio pretendido”, Fabiano se despediu da presidência: “Para 2018, temos a expectativa de reaquecimento da economia, o retorno do Comperj, o início das atividades estrangeiras no pré-sal e a eleição, e vocês vão desfrutar de tudo isso. Hoje eu termino um ciclo, para mim chegou o momento de passar o bastão e alçar novos voos, estarei com vocês como membro da diretoria e vou assumir a vice-presidência da FCDL, onde a minha missão será abrir novas CDLs”.

Sobre o mandato, o vice-presidente e recém-eleito presidente da Câmara, Luiz Viera, agradeceu a contribuição de Fabiano e enfatizou sua participação efetiva na construção de projetos que fizeram a diferença para o comércio da cidade: “O sucesso da nossa equipe só foi possível porque tivemos um excelente maestro. E na minha gestão daremos continuidade aos trabalhos desenvolvidos em benefício dos lojistas, da economia e da população de Niterói”.

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