Região Oceânica recebe novas liberações de Aedes aegypti com Wolbachia

O World Mosquito Program (WMP), iniciativa de combate às doenças transmitidas por mosquitos conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizará liberações pontuais de mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia na Região Oceânica de Niterói. Essas liberações terão início na metade do mês de janeiro e se estenderão até abril, durante 16 semanas. As ações do WMP Brasil no município têm o apoio da Prefeitura Municipal de Niterói, por meio de um acordo de cooperação técnica.

Os Aedes aegypti com Wolbachia são mosquitos aliados no combate a dengue, Zika e chikungunya, pois possuem capacidade reduzida de transmitir os vírus dessas doenças. Quando são liberados no ambiente, se reproduzem com os Aedes aegypti presentes no campo, dando origem a uma geração de mosquitos com essa característica. As liberações serão feitas por técnicos do WMP Brasil, de carro, nos seguintes bairros: Jardim Imbuí, Piratininga, Cafubá, Jacaré, Camboinhas, Santo Antônio, Itacoatiara, Itaipu, Maravista, Engenho do Mato e Serra Grande. A área contemplada na etapa atual de soltura de mosquitos aliados corresponde a cerca de 40% do território da Região Oceânica que, entre junho de 2017 e janeiro de 2018, recebeu a primeira rodada de liberação.

O objetivo desta segunda liberação, apenas em pontos específicos, é garantir o estabelecimento da Wolbachia na população de mosquitos. “Diversos fatores influenciam o estabelecimento da população de Aedes aegypti com Wolbachia no campo. A geografia do local, a temperatura, as chuvas, a quantidade de mosquitos já existentes na região são alguns desses aspectos”, explicou Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e Líder do WMP Brasil.

O monitoramento da população de mosquitos que possuem a bactéria Wolbachia é feito por meio das armadilhas de mosquito instaladas em residências e estabelecimentos de voluntários que apoiam as atividades do WMP Brasil. Semanalmente, técnicos do WMP visitam esses voluntários para fazer a coleta dos mosquitos capturados. No Laboratório da Fiocruz, os Aedes aegypti são analisados individualmente para verificar a presença da Wolbachia e, dessa forma, é possível obter o mapa de como está o estabelecimento da população de mosquitos. “A partir deste monitoramento conseguimos verificar a porcentagem de Aedes aegypti com Wolbachia num dado local e saber, com precisão, quais áreas precisam de novas liberações de mosquitos para assegurar o crescimento dessa população”, observou Moreira. É desejável que entre os Aedes aegypti capturados em uma área, pelo menos 60% possuam a Wolbachia.

As liberações de mosquito serão feitas em carros do WMP identificados, sempre pela manhã. Durante a etapa de liberações, é possível notar um aumento na quantidade de mosquitos. Esses mosquitos não transmitem doenças e, após o término das liberações, a quantidade tende a voltar ao patamar anterior e, em alguns casos, pode até diminuir.

Para acompanhar as atividades do World Mosquito Program basta seguir @wmpbrasil no Facebook, Instagram e You Tube. Dúvidas podem ser enviadas por Whatsapp 21 99643-4805.

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