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Uma assembleia de redes de hospitais e clínicas do Rio de Janeiro aprovou iniciar o descredenciamento da Unimed Ferj e pediu atuação da ANS diante da crise da operadora. A medida pode levar à suspensão do atendimento em até 30 dias — e o temor é de impacto direto em pacientes com procedimentos eletivos já agendados.

Descredenciamento da Unimed Ferj: o que foi decidido

A Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (Aherj) deliberou, em assembleia realizada na terça-feira (6), pela suspensão do atendimento de beneficiários da Unimed Ferj nas redes associadas — com prazo estimado de até 30 dias para a interrupção.

Quem tomou a decisão e qual é o tamanho da rede

  • A Aherj reúne 107 hospitais e clínicas.
  • Segundo a operadora, a rede credenciada da Unimed Ferj inclui cerca de 40 hospitais e clínicas no Rio.
  • A decisão foi unânime entre os representantes presentes, mas a entidade reconhece que as unidades não são obrigadas a seguir a deliberação.
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Foto: CQCS

O que precisa acontecer antes da suspensão

De acordo com a Aherj, a suspensão em 30 dias depende de notificação prévia a:

  • Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ)
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
  • secretarias municipal e estadual de Saúde
  • além do Sistema Unimed

O presidente da Aherj, Marcus Quintella, afirmou que a decisão deve ser protocolada junto às autoridades ainda nesta semana.

Impacto para pacientes: o que muda na prática

Se a medida avançar, a suspensão pode atingir até mesmo cirurgias e procedimentos eletivos já marcados.

Quem deve ter atendimento garantido

Segundo a Aherj, a exceção prevista é para usuários que já estejam internados ou em tratamento, que devem ter o atendimento assegurado.

Por que os hospitais dizem que chegaram ao limite

Marcus Quintella afirmou que “os hospitais não têm mais insumos” e que as unidades não teriam mais “gordura” para absorver o cenário financeiro.

ANS no centro da crise: pedidos de intervenção ou liquidação

A Aherj informou que vai solicitar que MPRJ e ANS “tomem providências” em relação à situação da operadora, citando a possibilidade de intervenção ou até liquidação, com transferência de carteira.

Como pano de fundo, a própria ANS anunciou em novembro de 2025 um acordo de compartilhamento de risco (sem “transferência de carteira”), no qual a Unimed do Brasil passaria a responder pela assistência a partir de 20/11/2025, ficando com 90% do valor das mensalidades, enquanto a Unimed Ferj ficaria com 10%.

O que dizem Unimed Ferj e Unimed do Brasil

Em nota, a Unimed Ferj afirmou manter contrato com cerca de 40 hospitais no Rio de Janeiro e em Duque de Caxias e disse que a maioria já está com contratos firmados com a Unimed do Brasil. A operadora também declarou que “rechaça” a narrativa de uma suposta dívida assistencial “que jamais existiu” e que permanece “aberta ao diálogo”. A Unimed do Brasil foi procurada, segundo a publicação, mas não havia respondido até a divulgação.