Manter o corpo ativo após os 40 vai além da estética e passa a ser uma escolha de saúde e bem-estar.
Depois dos 40, respeitar o ritmo do corpo faz toda a diferença para criar uma rotina de exercícios duradoura - Créditos: depositphotos.com / Luljo

Manter o corpo ativo após os 40 anos deixou de ser apenas uma recomendação estética e passou a ser uma questão de saúde geral. Nessa fase da vida, o organismo tende a perder massa muscular, ganhar gordura com mais facilidade e apresentar alterações hormonais que impactam disposição, sono e bem-estar. A escolha dos melhores exercícios para depois dos 40 precisa considerar essas mudanças, além do histórico de saúde e das limitações individuais.

Por que os exercícios após os 40 anos são diferentes

A partir dos 40 anos, o corpo passa por redução gradual da massa muscular (sarcopenia) e queda do gasto calórico em repouso. Isso faz com que o mesmo padrão de alimentação e atividade física que funcionava antes gere resultados diferentes.

Nessa faixa etária, aumentam também os riscos de hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol elevado e osteoporose. A prática regular de atividade física ajuda a prevenir e controlar essas condições, preservando autonomia e qualidade de vida.

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Quais exercícios são mais indicados para manter o corpo ativo após os 40

Pessoa acima dos 40 praticando caminhada rápida ao ar livre como atividade física de baixo impacto
Incluir caminhadas na rotina após os 40 ajuda a movimentar o corpo sem sobrecarregar as articulações – Créditos: (depositphotos.com / AndrewLozovyi)

Entre os exercícios mais recomendados depois dos 40 anos, destacam-se atividades aeróbicas de baixo impacto, treinos de força e trabalhos de mobilidade e equilíbrio. Uma combinação equilibrada desses elementos tende a produzir bons resultados, sem sobrecarregar excessivamente o organismo.

Algumas modalidades costumam ser bastante utilizadas nessa fase e podem ser adaptadas conforme o nível de condicionamento e eventuais limitações articulares:

  • Caminhada rápida: melhora a capacidade cardiorrespiratória, pode ser feita ao ar livre ou na esteira, com baixo risco para as articulações.
  • Musculação: auxilia na manutenção e no ganho de massa muscular, reforça tendões e ossos e contribui para um metabolismo mais ativo.
  • Treino funcional: trabalha força, coordenação e estabilidade com movimentos que simulam tarefas do dia a dia.
  • Natação e hidroginástica: proporcionam condicionamento físico em ambiente de baixo impacto, úteis para quem sente desconforto em joelhos, quadris ou coluna.
  • Pilates e yoga: reforçam o core, melhoram postura, flexibilidade e consciência corporal, além de auxiliarem no controle da respiração.

Como montar uma rotina de exercícios após os 40 anos

Organizar um plano de treino após os 40 exige atenção à intensidade, frequência e tempo de recuperação. Em muitos casos, é indicado realizar uma avaliação médica prévia, especialmente para pessoas com doenças crônicas, histórico de problemas cardíacos ou lesões antigas.

A partir dessa análise, é possível definir metas realistas e ajustar a carga dos exercícios. Uma estrutura semanal básica, que pode ser adaptada com apoio de um profissional, poderia incluir treinos aeróbicos, de força, alongamentos diários e exercícios de equilíbrio.

Veja com drlucasjuni alguns hábitos incríveis para ter depois dos 40 anos:

@drlucasjuni

Nesse vídeo falo sobre hábitos importantes para a saúde, principalmente após os 40 anos. Atividade física diariamente (pelo menos na maior parte dos dias da semana) e sono de qualidade são fundamentais para quem busca saúde. Não podemos esquecer de alimentação saudável. #caminhada #musculacao #sono

♬ som original – Dr Lucas Juni – Médico

Quais cuidados são essenciais ao praticar exercícios depois dos 40

Alguns cuidados básicos tornam os exercícios mais seguros nessa etapa da vida. Aquecimento antes do treino e desaquecimento ao final ajudam a preparar e a recuperar o corpo, reduzindo o risco de lesões musculares e articulares.

Também é importante ajustar o ritmo de progressão e observar sinais do corpo, como dores agudas, falta de ar intensa ou palpitações. Quando a rotina de movimento se encaixa na realidade da pessoa, o hábito tende a se consolidar, favorecendo um envelhecimento mais saudável e independente.