
A prisão de mais um investigado reacende a cobrança por respostas no caso que chocou moradores de Niterói. Segundo a polícia, o suspeito preso teria ligação direta com o planejamento e com o monitoramento da vítima meses antes da execução.
Prisão do suspeito eleva para cinco o número de detidos
A Polícia Civil prendeu, neste sábado (31), José Gomes da Rocha Neto, capturado na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Com isso, ele se tornou o 5º preso por suspeita de envolvimento no assassinato do policial civil Carlos José Queirós Viana, morto em outubro de 2025. A detenção foi realizada por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), responsável pelas apurações do caso.

Envestigação aponta monitoramento e detalhes sobre a ação criminosa
De acordo com as investigações, o suspeito preso recebia informações relacionadas ao monitoramento da vítima meses antes do assassinato. Além disso, a polícia afirma que ele teve acesso a detalhes sobre o dia da execução e sobre a queima do veículo usado na ação. Ainda segundo a apuração, José Gomes já tinha antecedentes criminais por organização criminosa, homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.
Relembre o caso: morte do policial civil em Piratininga
O policial civil foi morto a tiros na manhã de segunda-feira (6), no bairro Piratininga, na Região Oceânica de Niterói. Ele foi atingido pouco depois de sair de casa, na Rua Raul Corrêa de Araújo, e moradores relataram muitos disparos por volta das 7h.
Atendimento e perícia no local
Equipes do 12º BPM (Niterói) chegaram ao local, mas o encontraram já sem vida. Os pertences não foram levados, e a área foi isolada para a perícia e diligências investigativas. O policial era comissário da 29ª DP (Madureira), em Madureira, e, segundo a apuração, havia saído para jogar o lixo fora quando foi executado.

Prisões anteriores e dois policiais militares entre os suspeitos
No dia do crime, três suspeitos foram detidos em Xerém, distrito de Duque de Caxias, e dois deles eram da Polícia Militar. As apreensões incluíram armas com calibre compatível com o homicídio e um carro roubado; o veículo usado na ação criminosa foi localizado em Caxias e incendiado, segundo a polícia. A linha de investigação citada à época apontava que a hipótese de latrocínio era pouco provável, e o caso era tratado como execução.
O que acontece agora
A polícia afirma que as apurações seguem para esclarecer todas as circunstâncias do assassinato, incluindo a motivação.