
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, pela sexta vez, uma advogada reincidente no crime de furto, na Zona Sul da capital. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (8), no Leblon, logo após a mulher subtrair cerca de R$ 4 mil em bebidas alcoólicas importadas de um estabelecimento comercial.
A ação foi realizada por policiais da 14ª DP (Leblon) e da 12ª DP (Copacabana), após denúncias feitas por funcionários do local.

Prisão ocorreu minutos após o furto
Segundo a Polícia Civil, os agentes chegaram rapidamente ao supermercado e flagraram a suspeita ainda em posse dos produtos furtados. Entre os itens recuperados estavam:
- Quatro garrafas de champanhe importadas
- Três garrafas de whisky importado
Todo o material foi apreendido e devolvido ao estabelecimento.

Solta há menos de dez dias, voltou a cometer o mesmo crime
A mulher não é desconhecida das autoridades. No dia 30 de dezembro de 2025, ela já havia sido presa pelo mesmo tipo de crime, mas foi liberada dois dias depois, em 1º de janeiro de 2026, após audiência de custódia.
Mesmo em liberdade recente, voltou a atuar de forma idêntica, repetindo o mesmo padrão de furto em comércios da Zona Sul.
Histórico inclui furtos e estelionato
De acordo com a Polícia Civil, esta é a sexta prisão da advogada. Em ocorrências anteriores, ela tentou furtar:
- Drogarias
- Supermercados
- Loja de material de construção
Os crimes foram registrados em bairros como Flamengo, Copacabana e Leblon.
Além disso, a mulher já foi presa em Niterói pelo crime de estelionato, após se hospedar em um hotel e pagar a estadia com um falso comprovante de transferência bancária.
Segundo os investigadores, a suspeita utiliza artifícios recorrentes para subtrair produtos de alto valor, sempre em estabelecimentos comerciais.
Polícia critica reincidência e reforça atuação
Em nota, a Polícia Civil destacou que casos de reincidência evidenciam fragilidades do sistema penal, mas reforçou que seguirá atuando dentro da lei.
“Ainda que a legislação permita a soltura em determinadas circunstâncias, a Polícia Civil continuará cumprindo seu dever constitucional de investigar e prender criminosos, quantas vezes forem necessárias, em defesa da sociedade”, informou a corporação.
Caso reacende debate sobre crimes reiterados
O episódio reacende o debate sobre crimes patrimoniais praticados de forma reiterada, especialmente em áreas de grande circulação, como a Zona Sul do Rio. Comerciantes relatam preocupação com a repetição desse tipo de crime, mesmo após prisões sucessivas.
A advogada permanece à disposição da Justiça, e o caso segue sendo acompanhado pela Polícia Civil.