
Um homem identificado como Luan dos Santos Duarte, de 28 anos, foi morto a tiros na manhã desta terça-feira (6) enquanto estava sentado em um banco de praça no bairro do Barreto, em Niterói. O crime ocorreu na Rua do Rumo, ao lado da nova sede da Associação de Moradores do Papagaio, na região conhecida como Morro dos Marítimos.
Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas para a ocorrência e encontraram a vítima já sem vida, com marcas de disparos de arma de fogo, incluindo um tiro na cabeça.

Família acusa policiais pelo disparo
Familiares e representantes da associação de moradores afirmam que Luan foi morto por um disparo efetuado por policiais militares, enquanto estava conversando na praça. De acordo com o relato da família, ele não estaria armado no momento em que foi atingido.
Ainda segundo parentes, houve dificuldade para acionar as autoridades responsáveis pela remoção do corpo, que só ocorreu horas depois do crime, no fim da tarde.
A Polícia Militar, por sua vez, nega que tenha havido operação policial no local no momento do ocorrido e informou apenas que foi acionada para a remoção do corpo.
Histórico criminal e situação judicial
De acordo com familiares, Luan teve passagem pelo sistema prisional e esteve detido no Complexo de Gericinó (Bangu). Em 2022, ele teria sido beneficiado pela Visita Periódica ao Lar (VPL), mas não retornou à unidade prisional, sendo considerado foragido desde então.
Informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro apontam que havia um mandado de recaptura expedido em janeiro de 2023 contra Luan.
Investigação fica a cargo da DHNSG
A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), que apura as circunstâncias da morte, a autoria do disparo e a veracidade das acusações feitas pela família.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre quem efetuou os disparos.
Vítima deixou esposa e dois filhos
Luan era casado e deixou dois filhos, um de 7 anos e outro de apenas 1 ano e 2 meses. Familiares relataram profundo abalo emocional após o crime. O caso segue em investigação e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.