
Um homem é acusado de incendiar a casa da ex-companheira por ciúmes no bairro Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. A Polícia Civil faz buscas pelo suspeito após o incêndio ocorrido na madrugada da última terça-feira (6), segundo relatos da família e registros da ocorrência.
Incêndio no Barreto, em Niterói, leva polícia a procurar suspeito
A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza buscas pelo homem apontado como responsável por incendiar uma casa no Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana. O principal suspeito é o ex-marido da proprietária do imóvel, que, no momento do ataque, estava na residência com o atual namorado. Segundo familiares, a motivação seria ciúmes e a inconformidade do suspeito com o fim do relacionamento.
Ameaça teria sido anunciada horas antes: vídeo em ônibus, diz filha
A estudante Jéssica da Conceição, de 30 anos, filha de Cristiane Silva, de 47, dona da casa, relatou que o suspeito teria avisado previamente o que faria. De acordo com ela, ainda na madrugada do incêndio, ele enviou um vídeo gravado dentro de um ônibus, dizendo que iria ao endereço “colocar fogo” no casal.
Maçarico, fogo no sofá e ameaça com faca: o que foi relatado
Conforme o relato de Jéssica, ao chegar ao imóvel o suspeito foi recebido por Cristiane, que se preparava para ir trabalhar. Em seguida, ele teria usado um maçarico para incendiar o sofá e, depois, tentou entrar em luta corporal com o atual companheiro da vítima, fazendo ameaças com uma faca.
Com a rápida propagação das chamas, o fogo teria atingido eletrodomésticos, roupas e móveis, causando grande prejuízo material. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou o incêndio, evitando que se espalhasse.
Atendimento policial e investigação
A Polícia Militar informou que equipes do 12º BPM (Niterói) foram acionadas para atender à ocorrência. No local, a vítima relatou discussão, ameaça com faca e que o incêndio teria sido provocado com maçarico; o suspeito fugiu antes da chegada dos agentes.
O caso foi registrado e é investigado pela 78ª DP (Fonseca). A Polícia Civil diz que diligências seguem em andamento para apurar os fatos e localizar o suspeito.
Impacto humano: família relata medo e rotina “trancada”
A família afirma que a situação deixou todos em estado de alerta. No relato publicado, Jéssica diz que a mãe faz tratamento para depressão, está abalada e que parentes passaram a viver reclusos por medo de novas investidas, já que o suspeito conhece a rotina da família — inclusive com vínculos em Itaboraí, segundo ela.
Ainda de acordo com o relato, o relacionamento teria durado nove anos, o processo de separação se arrastou por cerca de dois anos e o contato teria sido cortado definitivamente há cerca de seis meses.
Serviço: onde buscar ajuda e denunciar
- Emergência (risco imediato): ligue 190 (Polícia Militar).
- Incêndio/risco de fogo: ligue 193 (Corpo de Bombeiros).
- Violência contra a mulher: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) — orienta, registra e encaminha denúncias.