Suspeita de aplicar 'Boa Noite, Cinderela' sete vezes
Foto: Divulgação

O Disque Denúncia divulgou um cartaz neste sábado (31) para tentar localizar uma foragida do regime semiaberto suspeita de aplicar o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”. Segundo as investigações, a mulher teria feito vítimas em diferentes bairros do Rio de Janeiro, usando encontros marcados por aplicativos. A denúncia é anônima e pode ser feita por telefone, WhatsApp e aplicativo.

Disque Denúncia divulga cartaz e reforça buscas por foragida

O Disque Denúncia (2253-1177) pede informações que levem à localização e prisão de Elisângela Pereira da Rocha Andrade, mais conhecida como “Zanja”, de 50 anos. Ela está evadida do sistema penitenciário desde março de 2025 e é investigada pela Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP), da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro.

De acordo com o material divulgado, Elisângela é suspeita de aplicar várias vezes o golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela”, quando a vítima é dopada para facilitar o roubo.

Suspeita de aplicar 'Boa Noite, Cinderela' sete vezes
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MPRJ pede nova prisão e cita histórico de crimes e mandados

Com novo pedido de prisão preventiva, solicitado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Elisângela tem 29 anotações na ficha criminal e quatro mandados de prisão já expedidos pela Justiça do Rio.

Entre os crimes atribuídos a ela estão roubos, estelionato, lesão corporal e ameaça. Ainda segundo a promotoria, ao menos sete registros estão ligados ao golpe do “Boa Noite, Cinderela”.

“Elisângela é uma criminosa extremamente perigosa, inclusive com quatro condenações na Justiça. O Ministério Público mais uma vez não só denuncia, mas também pede a prisão preventiva dela. No início de 2025, ela recebeu um benefício para sair da cadeia, não retornou e continuou com sua vida criminosa”, afirmou o promotor Sauvei Lai.

Como o golpe teria sido aplicado: encontros por aplicativo e dopagem

Segundo as investigações, as vítimas foram feitas em diferentes bairros do Rio. O padrão descrito é:

  • contato por aplicativos de relacionamento;
  • encontro presencial;
  • uso de substâncias entorpecentes em bebidas para dopar a vítima;
  • roubo de itens e valores após a perda de consciência.

Caso citado pelo MPRJ: nome falso e prejuízo de R$ 5,4 mil

Um novo caso foi apresentado pelo MPRJ. Em novembro do ano passado, Elisângela teria conhecido um homem por aplicativo e usado o nome falso “Amanda”. Ela marcou um encontro, convenceu a vítima a recebê-la em casa e, antes do crime, imagens de câmeras teriam mostrado os dois entrando juntos em uma farmácia minutos antes de seguirem para a residência.

Segundo o relato da vítima, ela teria colocado um sonífero no refrigerante. Ao acordar no dia seguinte, a vítima percebeu que faltavam documentos, chave da casa e dinheiro, além de constatar uma retirada via Pix. O prejuízo financeiro informado foi de cerca de R$ 5,4 mil, além da perda de documentos pessoais.

Pena, progressão e evasão: o que consta na apuração

O texto informa que Elisângela foi presa em 2017 e condenada a 40 anos de reclusão. Em janeiro de 2025, ela progrediu do regime fechado para o semiaberto e recebeu o benefício de Visita Periódica ao Lar (VPL).

No dia 25 de março de 2025, ela teria saído e não retornou à unidade prisional. Por isso, foi expedido um mandado de prisão pela Vara de Execuções Penais (VEP), com espécie de prisão: recaptura, por evasão, relacionada ao crime de roubo majorado.

Ainda segundo o texto, ela teria cumprido 17% da pena, restando 83% a cumprir — uma pena remanescente de 33 anos, 4 meses e 13 dias.

Outros mandados de prisão citados

Além do mandado da VEP, “Zanja” possui mais três mandados de prisão, expedidos por:

  • 2ª Vara Criminal da Regional Santa Cruz — crime de roubo (prisão preventiva);
  • 36ª Vara Criminal da Capitalfurto qualificado (prisão preventiva);
  • 43ª Vara Criminal da Capitalroubo e furto qualificado (prisão preventiva).

Como denunciar: canais do Disque Denúncia

O Disque Denúncia pede que qualquer informação sobre a localização de Elisângela seja repassada pelos canais oficiais:

  • Central de atendimento/Call Center: (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177
  • WhatsApp Anonimizado: (021) 2253-1177
  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ
  • Anonimato garantido

A divulgação, segundo o material, busca acelerar a localização e a prisão da foragida, reforçando o apoio da população às investigações e à segurança pública.

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