Novo valor da passagem de ônibus no RJ sobe e pegou muitos de surpresa
A passagem no Rio subiu de R$ 4,70 para R$ 5

A passagem de ônibus no Rio de Janeiro passou a custar R$ 5 desde domingo (4), com impacto direto no bolso dos usuários a partir desta segunda-feira (5), primeiro dia útil após o reajuste.

O valor anterior era de R$ 4,70. Apesar do aumento, as empresas de transporte recebem mais que isso: a remuneração por viagem é de R$ 6,60, subsidiada pela Prefeitura.

Como funciona o subsídio que cobre parte da tarifa?

O novo valor da tarifa de ônibus no Rio não reflete integralmente o custo real do transporte. A diferença de R$ 1,60 por viagem é paga pela Prefeitura, por meio de um modelo baseado em quilometragem.

Em vez de calcular apenas a receita por passageiro, o sistema agora adota o IRK — Indicador de Receita por Quilômetro. Esse índice considera a quilometragem percorrida por cada veículo e é resultado de acordos judiciais firmados com os consórcios operacionais desde 2022.

Esse modelo visa garantir uma remuneração mais estável para as empresas e ao mesmo tempo manter o valor da passagem mais acessível à população, mesmo em períodos de baixa demanda.

Quais transportes municipais foram afetados pelo reajuste?

O reajuste para R$ 5 não se aplica apenas aos ônibus comuns. Diversos modais de transporte do Rio estão incluídos no novo valor:

  • BRT (Bus Rapid Transit)
  • VLT (Veículo Leve sobre Trilhos)
  • Ônibus municipais convencionais (SPPO-RJ)
  • Vans comunitárias “Cabritinho” (STPC)
  • Serviço de Transporte Público Local (STPL)
  • Transporte Especial Complementar (TEC)

Atenção: A integração entre modais e o uso de cartões como o Riocard continua valendo, mas sem redução automática de valor entre trechos.

Novo valor da passagem de ônibus no RJ sobe e pegou muitos de surpresa
A Prefeitura subsidia R$ 1,60 por viagem

Por que a tarifa de remuneração é maior que o valor da passagem?

O valor real do transporte público é maior do que o passageiro paga. Os R$ 6,60 representam os custos operacionais das empresas, como combustível, manutenção e salários.

A fórmula para calcular esse valor foi estabelecida nos contratos de concessão e usa dados técnicos atualizados até novembro de 2025. O modelo prevê reajustes periódicos com base na realidade econômica da cidade, inflação e quilometragem rodada.

Essa prática tem sido comum em grandes capitais, onde subsídios são necessários para evitar aumentos ainda maiores nas passagens e manter o serviço funcionando de forma regular.

Quais os efeitos práticos no dia a dia do carioca?

O aumento da tarifa de R$ 4,70 para R$ 5 pode parecer pequeno, mas impacta diretamente o orçamento de quem depende do transporte público diariamente.

  • Quem faz 2 viagens por dia agora gasta R$ 10 diários
  • Em um mês útil (21 dias), o gasto passa de R$ 197,40 para R$ 210
  • Idosos com 65 anos ou mais, pessoas com deficiência e universitários com bolsa federal continuam com gratuidade total. Estudantes da rede pública municipal e estadual recebem desconto de 50% (R$ 2,50 por viagem)
  • Trabalhadores que recebem vale-transporte não sentirão o impacto direto

Dica rápida: O planejamento de deslocamentos e o uso de modais integrados podem ajudar a reduzir o custo mensal, principalmente em trajetos longos.