Lei do Estágio pode mudar em 2026 e impactar milhões de estudantes no Brasil
A revisão da Lei do Estágio pode transformar regras atuais

Novas mudanças na Lei do Estágio, criada em 2008, estão em discussão no Congresso, e podem surgir alterações importantes que afetam diretamente universitários e estudantes do ensino técnico em todo o país.

O que é a Lei do Estágio e por que ela está sendo revista?

A Lei 11.788/2008 define as regras que separam o estágio de um vínculo formal pela CLT, estabelecendo limites de jornada, duração do contrato e alguns direitos básicos. A legislação atual é considerada defasada diante da realidade do mercado e do custo de vida dos estudantes.

A proposta de atualização busca combater a desvalorização do estagiário e reduzir a evasão escolar, garantindo condições mais justas para quem precisa conciliar estudo e trabalho.

Quais mudanças na carga horária estão sendo discutidas?

Um dos pontos centrais do novo projeto envolve ajustes na jornada semanal permitida. A flexibilização da carga horária pode permitir maior adaptação à rotina acadêmica, especialmente em períodos de provas e atividades obrigatórias.

Ao mesmo tempo, a discussão tenta evitar abusos, impedindo que o estágio seja usado como mão de obra barata em jornadas próximas às de um funcionário efetivo.

Remuneração obrigatória e novos benefícios entram no debate

Hoje, a bolsa-auxílio não é obrigatória em todos os tipos de estágio, o que gera desigualdade entre estudantes. A remuneração obrigatória aparece como uma das propostas mais debatidas na atualização da lei.

Além disso, benefícios como vale-transporte e férias remuneradas proporcionais estão sendo analisados como forma de aproximar o estágio de condições mais dignas, sem descaracterizar seu caráter educativo.

Lei do Estágio pode mudar em 2026 e impactar milhões de estudantes no Brasil
Uma das mudanças é a obrigatoriedade de remuneração e benefícios | Créditos: depositphotos.com / Goodluz

Mudanças no limite de duração do estágio

Atualmente, o contrato de estágio em uma mesma empresa é limitado a dois anos, com exceção para pessoas com deficiência. A possível extensão ou extinção desse limite está entre os pontos que geram mais discussão.

Os defensores da mudança afirmam que isso pode ampliar oportunidades e dar mais estabilidade financeira ao estudante, enquanto críticos alertam para o risco de substituir vagas formais por estágios prolongados.

Como essas mudanças podem afetar os estudantes na prática?

As propostas em debate podem trazer impactos diretos para quem depende do estágio como principal fonte de renda durante os estudos. A ampliação de direitos e garantias tende a mudar a forma como o estágio é visto e utilizado pelas empresas.

Na rotina dos estudantes, as alterações podem se refletir em pontos concretos como:

  • Mais estabilidade financeira: com bolsa-auxílio obrigatória, o estágio deixa de ser apenas uma experiência e passa a ajudar de forma real na permanência nos estudos.
  • Redução da evasão escolar: melhores condições facilitam conciliar trabalho, transporte e materiais acadêmicos.
  • Menos exploração: limites mais claros de jornada evitam que o estagiário seja tratado como funcionário informal.
  • Planejamento de longo prazo: mudanças no tempo máximo de contrato podem dar mais previsibilidade ao estudante.

Esses efeitos mostram que a atualização da lei vai além de ajustes técnicos, influenciando diretamente a permanência e a qualidade da formação de milhões de jovens no país.