
Um novo debate jurídico sobre crianças em condomínios ganhou força com um novo projeto de lei, que trata da circulação de crianças em áreas comuns de condomínios. A proposta busca aumentar a segurança e reduzir riscos de acidentes em espaços coletivos.
O que diz o projeto de lei?
O texto prevê que crianças não podem circular sozinhas em áreas comuns de condomínios, exigindo a presença ou supervisão direta de um responsável. A medida se baseia na ideia de que acidentes podem ocorrer em segundos.
O foco principal está na prevenção de situações de risco, especialmente em locais onde quedas, afogamentos ou prensamentos são mais comuns.
Quais áreas do condomínio entram nessa regra?
A proposta considera como áreas comuns todos os espaços compartilhados que exigem atenção redobrada quando usados por crianças, justamente por não serem ambientes controlados.
- Piscinas e áreas molhadas: locais com alto risco de acidentes.
- Elevadores e escadas: ambientes que exigem uso consciente.
- Playgrounds e quadras: apesar de recreativos, precisam de supervisão.
- Garagens e bicicletários: circulação de veículos aumenta o perigo.

Quais são as multas previstas para os responsáveis?
O projeto estabelece punições para responsáveis que permitirem que crianças circulem sozinhas nesses espaços. As multas variam conforme a gravidade da situação e o risco envolvido.
Os valores podem chegar a 5 a 20 salários mínimos, reforçando o caráter educativo e preventivo da proposta.
O condomínio também pode ser responsabilizado?
Sim, o texto deixa claro que o condomínio não fica isento de responsabilidade. Caso não existam placas, avisos visíveis ou regras claras sobre o tema, o empreendimento também pode ser punido.
Nesses casos, a multa prevista varia entre 3 e 10 salários mínimos, incentivando a gestão condominial a adotar medidas preventivas.
Por que a supervisão em áreas comuns é tão importante?
Ambientes como piscinas, portões automáticos e elevadores apresentam riscos reais para crianças desacompanhadas. Muitos acidentes acontecem rapidamente e sem chance de reação.
A presença de adultos nesses espaços contribui para a segurança coletiva e ajuda a criar uma convivência mais responsável dentro dos condomínios.
Como essa proposta impacta a rotina das famílias?
A ideia não é restringir a convivência ou o lazer infantil, mas reforçar o cuidado em locais compartilhados. A supervisão constante passa a ser vista como parte da rotina.
Com mais atenção e regras claras, condomínios podem se tornar ambientes mais seguros, reduzindo conflitos e protegendo o bem-estar das crianças.