Plantar deixou de ser só hobby e virou uma forma simples de desacelerar e cuidar da mente
O cultivo de plantas virou uma prática acessível para quem busca mais equilíbrio emocional - Créditos: depositphotos.com / AllaSerebrina

Nos últimos anos, plantar deixou de ser só um hobby de fim de semana e passou a fazer parte da rotina de muita gente. Em grandes cidades ou pequenos municípios, é cada vez mais comum ver vasos nas janelas, hortas em varandas e pequenos jardins em apartamentos, movimento ligado ao interesse por alimentação mais natural e ao cuidado com o bem-estar emocional.

Plantar como terapia e o que está por trás desse hábito

A expressão plantar como terapia aparece em reportagens, pesquisas e na fala do dia a dia. O cultivo de plantas e hortas domésticas é visto como atividade que ajuda a desacelerar, organizar pensamentos e criar momentos de silêncio e foco.

Ao se concentrar em tarefas simples, como preparar a terra ou acompanhar o surgimento de brotos, a mente se afasta por um tempo das preocupações. Em alguns contextos clínicos, esse contato com o ciclo natural complementa outras práticas de autocuidado, como exercícios físicos, meditação e psicoterapia.

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Como a hortoterapia é utilizada em contextos de saúde mental

Profissionais de saúde mental usam a jardinagem em intervenções terapêuticas. A chamada hortoterapia é aplicada em hospitais, instituições de longa permanência e centros de reabilitação para estimular capacidades motoras, cognitivas e sociais.

Nesses programas, o ato de plantar funciona como ferramenta complementar de recuperação e fortalecimento emocional. O paciente participa do planejamento, do plantio e da colheita, o que reforça a sensação de autonomia, responsabilidade e propósito.

O que o ciclo das plantas ensina sobre tempo e frustração

Um dos pontos centrais da jardinagem terapêutica é a noção de ciclo. Observar germinação, crescimento e, às vezes, a perda de uma planta ajuda a lidar com frustrações e a desenvolver paciência.

Em uma cultura acelerada, cultivar um vaso ou pequena horta mostra, na prática, que alguns resultados dependem de cuidado diário e tempo. Essa experiência concreta de espera pode auxiliar no manejo da ansiedade e na construção de expectativas mais realistas em outras áreas da vida.

Por que tantas pessoas estão começando a plantar agora

O interesse por plantas como terapia cresceu por fatores sociais, econômicos e culturais. Períodos de isolamento levaram muitas pessoas a tornar o lar mais agradável, e o contato com o verde ganhou importância nesse processo.

Ao mesmo tempo, falar sobre saúde mental, ansiedade e estresse ficou mais comum. Plantar em casa ou no escritório apareceu como alternativa simples e de baixo custo para inserir pausas na rotina e criar momentos de conexão com algo concreto e vivo.

Como a tecnologia facilita o cultivo para iniciantes

A tecnologia também impulsionou o interesse pela jardinagem. Redes sociais e plataformas de vídeo oferecem tutoriais que ensinam desde o básico, como regar e adubar, até como recuperar plantas debilitadas.

Com isso, iniciantes conseguem aprender de forma rápida e visual, mesmo sem experiência ou quintal. Assim, a ideia de plantar como terapia chegou a quem mora em espaços pequenos e nunca teve contato direto com a terra.

Quais são os principais benefícios de plantar para o bem-estar

Entre as vantagens mais citadas do cultivo de plantas para o bem-estar emocional, destacam-se efeitos recorrentes observados em estudos e relatos pessoais.

  • Redução do estresse: atividades calmas e repetitivas, como regar e podar, favorecem o relaxamento.
  • Sensação de propósito: acompanhar o crescimento das plantas cria uma rotina de cuidado contínuo.
  • Contato com o verde: mesmo em ambientes urbanos, vasos e hortas reduzem a sensação de excesso de concreto.
  • Organização do tempo: horários fixos para regar e adubar ajudam na criação de hábitos mais estáveis.

Quais plantas são mais indicadas para quem está começando

Folhas verdes de manjericão plantadas em vaso para uso cotidiano
Cuidar do manjericão faz parte de uma rotina simples que ajuda a criar momentos de pausa – Créditos: depositphotos.com / tab62

Para iniciar a prática, é recomendável escolher espécies resistentes e adaptadas a ambientes internos. Uma seleção adequada ao espaço e à rotina reduz frustrações e torna o processo mais agradável.

  1. Plantas de sombra, como jiboia e zamioculca.
  2. Suculentas, que pedem regas menos frequentes.
  3. Ervas aromáticas, como manjericão, alecrim e hortelã, que também podem ser usadas na cozinha.

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Como incluir a prática de plantar na rotina diária

Inserir a jardinagem terapêutica no dia a dia não exige grandes espaços nem altos investimentos. O importante é tratar o cuidado com as plantas como parte da agenda, criando pequenos rituais semanais.

Algumas estratégias simples ajudam a manter a constância, mesmo em rotinas corridas.

  • Definir dias fixos para regar e adubar, evitando exageros ou esquecimentos.
  • Começar com poucos vasos e aumentar a quantidade só quando a rotina estiver ajustada.
  • Registrar o desenvolvimento das plantas em fotos para acompanhar as mudanças ao longo do tempo.
  • Participar de grupos ou comunidades de troca de mudas e informações, ampliando o aprendizado e a motivação.