Muitos pets escolhem uma pessoa como referência por causa da rotina, da previsibilidade e da sensação de segurança.
Com paciência e interações positivas, o pet pode se sentir seguro com todos da casa - Créditos: depositphotos.com / veloliza

Em muitas casas, a cena se repete: entre várias pessoas, o animal escolhe uma para seguir, pedir carinho e dormir por perto. Essa preferência resulta de uma combinação de fatores físicos, emocionais, de rotina e de histórico de vida.

Por que alguns animais preferem mais uma pessoa da casa

A escolha do animal está ligada à forma como ele percebe alguém ao longo do tempo. Estudos de comportamento indicam que muitos pets valorizam quem garante acesso a recursos, interage de forma constante e previsível e respeita seus limites.

Assim, quem alimenta, brinca, passeia, oferece enriquecimento ambiental e mantém uma rotina consistente tende a ser associado a experiências positivas. Muitas vezes, a “pessoa favorita” não é quem mais demonstra afeto verbalmente, mas quem oferece, na prática, segurança e estabilidade.

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Como o vínculo emocional e a linguagem corporal influenciam o animal

Ração sendo servida no horário habitual para reforçar segurança e previsibilidade do animal
Participar do momento da ração pode influenciar na forma como o pet escolhe sua pessoa de referência – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

O vínculo emocional depende de carinho, mas principalmente de consistência. Cães e gatos reconhecem padrões de comportamento, e a previsibilidade reduz o estresse, aproximando-os de quem mantém horários e formas de interação estáveis.

A linguagem corporal é central nessa confiança. Animais são sensíveis ao olhar, à postura e ao tom de voz, e pequenas variações podem aproximá-los ou afastá-los.

  • Intensidade do olhar: contato visual direto e prolongado pode ser interpretado como ameaça, especialmente por animais mais tímidos.
  • Postura corporal: aproximar-se agachado ou de lado costuma ser menos intimidante do que chegar de frente e em pé.
  • Movimentos das mãos: gestos suaves e lentos são melhor aceitos do que toques rápidos e bruscos.

Quando alguém ajusta sua forma de se comunicar com o animal — voz calma, movimentos previsíveis e respeito às pausas — aumenta a chance de se tornar sua referência. Interações tranquilas, sem forçar contato, tendem a ser vistas como mais seguras.

Como cheiros, rotinas e experiências passadas influenciam o animal

O olfato é um dos sentidos mais importantes para animais domésticos. Perfumes fortes, produtos de limpeza intensos ou odores associados a eventos negativos podem afastar alguns pets.

Roupas com cheiro da casa, da pessoa que cuida diariamente ou de outros animais conhecidos costumam transmitir segurança. Com o tempo, a rotina e as experiências agradáveis ou desagradáveis reforçam ou modificam essas associações.

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O que pode aumentar a afinidade entre o animal e outras pessoas da casa

Quando o animal “elege” apenas uma pessoa, os demais podem adotar práticas para fortalecer o vínculo, sempre respeitando o tempo e os limites do pet.

  1. Participar da rotina de cuidados: ajudar a colocar ração, oferecer água fresca, participar de brincadeiras e passeios, quando adequado.
  2. Respeitar os limites do animal: não insistir em colo ou contato quando ele se afasta, rosna, se esconde ou demonstra desconforto.
  3. Usar reforço positivo: oferecer petiscos, brinquedos ou elogios em tom calmo após interações tranquilas, associando a presença a algo agradável.
  4. Manter constância: aproximar-se diariamente, mesmo por poucos minutos, para criar um histórico previsível e seguro de contato.

Com paciência, o animal tende a se sentir mais seguro com todos e a distribuir melhor seu afeto entre os moradores.

Quando a preferência do animal pode indicar um problema de comportamento

Em alguns casos, a preferência por uma pessoa vem acompanhada de ansiedade quando ela se afasta. Choros intensos, destruição de objetos, agitação, vocalização excessiva ou falta de apetite podem indicar dependência emocional e alto nível de estresse.

Também pode ocorrer medo persistente de alguém específico, com o animal se escondendo, rosnando, fugindo do contato ou evitando certos cômodos. Nesses casos, é importante observar o contexto e, se necessário, buscar ajuda de médico-veterinário ou especialista em comportamento animal para ajustar rotina, ambiente e tipo de interação, prevenindo problemas de bem-estar e de saúde.