Sistema de energia solar instalado em casa no Rio de Janeiro com placas fotovoltaicas no telhado
A instalação inclui placas solares, inversor, estruturas de fixação e mão de obra especializada - Créditos: depositphotos.com / ggkuna

Instalar placa de energia solar em uma casa no Rio de Janeiro se tornou comum para reduzir a conta de luz. O custo total varia conforme o consumo da residência, o tipo de equipamento e as condições do telhado. Por isso, ao falar em “quanto gastou para colocar energia solar em casa no RJ”, trabalha-se com faixas de valores, não com um número fixo.

Quanto custa instalar placa de energia solar residencial no RJ

Cálculos são importantes para a instalação das placas solares
O preço do sistema de energia solar no RJ costuma ser calculado pelo valor do kWp instalado – Créditos: depositphotos.com / Panubestphoto

No estado do Rio, tarifas e bandeiras encarecem a conta, tornando o sistema fotovoltaico um investimento de médio e longo prazo.

Para consumo entre 250 e 400 kWh/mês, um sistema on-grid costuma ficar em média entre R$ 12 mil e R$ 25 mil, com equipamentos e instalação. Na faixa de 600 a 800 kWh/mês, o investimento tende a ficar entre R$ 25 mil e R$ 40 mil, variando conforme marca, dimensionamento e instalador.

  • Módulos fotovoltaicos (placas);
  • Inversor, que adapta a energia para uso na casa;
  • Estruturas de fixação para telhado ou laje;
  • Cabeamento, disjuntores e proteções elétricas;
  • Mão de obra de instalação e comissionamento.

Como é calculado o valor do sistema fotovoltaico no RJ

Empresas especializadas costumam apresentar o preço por quilowatt-pico (kWp) instalado, de acordo com consumo e potencial de geração do imóvel. O cálculo considera horas de sol, eficiência dos equipamentos e área disponível.

No RJ, o valor por kWp costuma ficar entre R$ 4.000 e R$ 7.000 por kWp, dependendo da qualidade dos componentes, complexidade da obra e porte da empresa. Sistemas maiores tendem a ter custo por kWp um pouco menor.

Quais fatores aumentam ou reduzem o custo da energia solar no RJ

O valor final varia bastante entre moradores porque diversos fatores interferem no orçamento.

  • Consumo médio: quanto maior a conta, maior o sistema necessário;
  • Localização e sombreamento: sombra de prédios ou árvores pode exigir mais placas;
  • Tipo de telhado: cerâmica, metálico ou laje têm estruturas e custos diferentes;
  • Acesso ao telhado: necessidade de andaimes e equipamentos especiais encarece a mão de obra;
  • Marca dos módulos e inversores: marcas consolidadas tendem a custar mais, mas oferecem melhor garantia;
  • Projeto elétrico: quadros antigos e padrões de entrada desatualizados podem exigir adequações.

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Quanto os moradores costumam gastar na prática com energia solar

Relatos de moradores do Rio mostram faixas típicas de investimento, de acordo com padrão de consumo e uso de aparelhos como ar-condicionado e chuveiro elétrico.

  1. Casas pequenas ou baixo consumo (até ~250 kWh/mês): sistemas entre 2 e 3 kWp, com gastos de R$ 10 mil a R$ 18 mil.
  2. Famílias com consumo médio (~300 a 500 kWh/mês): sistemas de 3 a 5 kWp, custos de R$ 15 mil a R$ 28 mil.
  3. Imóveis maiores ou muito ar-condicionado (acima de 600 kWh/mês): sistemas entre 5 e 8 kWp ou mais, de R$ 25 mil a R$ 45 mil.

É comum o morador gastar mais do que imaginava por itens extras, como reforço de telhado, troca de padrão de entrada e taxas de projeto. Mesmo assim, o retorno médio em 2025 costuma ficar entre 4 e 7 anos, dependendo da conta de luz anterior e da forma de pagamento.

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Por que calcular antes quanto investir em energia solar no RJ

Antes de investir em placas de energia solar, muitos moradores pedem mais de um orçamento. Para comparação correta, costuma-se enviar as contas de luz dos últimos 12 meses, permitindo dimensionar o sistema com base em dados reais.

Para organizar essa análise e evitar surpresas, alguns passos ajudam a comparar propostas e projetar o retorno:

  1. Levantar o histórico de consumo anual em kWh.
  2. Definir a meta de compensação: reduzir parte da conta ou tentar zerá-la.
  3. Pedir ao menos três orçamentos, com marcas, potências e garantias descritas.
  4. Comparar preço total e garantias de módulos e inversor.
  5. Verificar a experiência do instalador e a existência de suporte local.

Com dados e cotações detalhadas, o morador avalia se o sistema atende ao consumo da residência e se o prazo de retorno é adequado ao orçamento, transformando a instalação em um investimento planejado, e não em um gasto inesperado.