Construção econômica depende de saber onde investir mais e onde economizar
A construção econômica depende de escolhas estratégicas

Planejar uma construção econômica exige escolhas estratégicas, sobretudo quando o orçamento é limitado e cada decisão impacta o resultado final. Em vez de cortar custos de forma aleatória, o ideal é selecionar com cuidado onde vale investir mais dinheiro e em quais etapas é possível economizar sem comprometer a segurança, a durabilidade e o conforto do imóvel, tornando o projeto mais viável e reduzindo o risco de surpresas ao longo da obra.

O que é construção econômica e qual a importância do planejamento?

Planejamento de obra ajuda a controlar custos sem comprometer segurança e durabilidade.
Construção econômica exige planejamento para definir onde investir mais e onde economizar- Créditos: depositphotos.com / kjpargeter

A construção econômica é a realização de uma obra com controle rigoroso de gastos, sem abrir mão de segurança técnica e conforto mínimo. Esse conceito envolve desde o projeto arquitetônico até a escolha de fornecedores, passando por cronograma, orçamento detalhado e acompanhamento profissional.

Um projeto bem elaborado permite ajustar a metragem, simplificar estruturas e evitar soluções complexas que encarecem a obra, como muitos recortes de laje ou grandes vãos sem apoios. Um orçamento discriminado também facilita comparar preços, negociar com fornecedores e avaliar alternativas de materiais sem improvisos de última hora.

Como definir onde vale gastar mais na construção econômica

Em uma estratégia de construção econômica, alguns elementos não devem ser alvo de economias extremas, pois erros nessas etapas geram problemas futuros e correções muito caras. Estrutura, fundação, impermeabilização e instalações são partes críticas da obra e exigem atenção especial desde o início.

Além disso, o desempenho térmico e acústico costuma justificar investimento maior, pois influencia o conforto e os gastos com energia ao longo dos anos. Para organizar melhor essas prioridades, vale destacar alguns pontos essenciais que merecem um aporte financeiro mais robusto:

  • Estrutura e fundação: pilares, vigas, lajes e sapatas devem seguir projeto estrutural e normas técnicas. O uso de concreto e aço de qualidade, bem dosados, reduz riscos de fissuras, recalques e até colapsos, cuja correção costuma ser cara ou inviável.
  • Impermeabilização: lajes, varandas, banheiros, piscinas e áreas molhadas precisam de sistemas de impermeabilização adequados. Vazamentos e infiltrações geram mofo, danos a revestimentos e podem comprometer armaduras metálicas ao longo do tempo.
  • Instalações elétricas e hidráulicas: fios, quadros de distribuição, tubulações, registros e conexões devem seguir projeto e normas. Subdimensionar cabos ou usar tubos de baixa qualidade aumenta o risco de curtos, choques, vazamentos e rompimentos.
  • Leia também Como reduzi até 30% do custo da obra sem diminuir o tamanho da casa

Onde é possível economizar sem comprometer a construção

Por outro lado, a construção econômica permite cortes e adaptações em áreas não estruturais ou de acabamento, desde que o critério principal seja o custo-benefício. Em muitos casos, é possível adotar soluções provisórias ou mais simples, deixando itens de maior valor agregado para uma etapa posterior.

A racionalização da planta também contribui para reduzir custos, com projetos de linhas retas, poucos recortes, lajes simples e telhados menos elaborados. A seguir, alguns exemplos práticos de onde é viável economizar sem comprometer a segurança ou o funcionamento do imóvel:

  1. Revestimentos de piso e parede: cerâmicas simples e de linhas comuns costumam ter custo bem menor do que porcelanatos especiais, peças grandes ou materiais nobres, e podem ser substituídas futuramente.
  2. Louças e metais sanitários: há torneiras, chuveiros e vasos sanitários com boa qualidade e preço intermediário. Modelos de design diferenciado ou com muitas funções elevam o custo sem impacto direto na estrutura.
  3. Esquadrias e portas internas: é possível priorizar esquadrias de melhor desempenho em ambientes mais expostos, como fachadas, e usar modelos mais simples em áreas internas, equilibrando o orçamento.
  4. Paisagismo e decoração: jardins complexos, mobiliário sob medida e itens decorativos podem ser planejados para fases posteriores, concentrando o investimento inicial na finalização da obra principal.

Veja com PLANARQ CAMPOS / Ralph Dias em como economizar na obra de sua casa:

Como organizar a obra para gastar menos nos pontos certos

Para que a construção econômica funcione na prática, a organização da obra é decisiva em todas as etapas. A definição de prioridades, o acompanhamento de cronograma e a escolha de profissionais capacitados ajudam a evitar desperdícios, retrabalhos e compras mal planejadas.

Uma obra desorganizada tende a gastar mais, independentemente do padrão de acabamento escolhido, por isso é essencial criar um planejamento simples, mas consistente. Alguns cuidados contribuem diretamente para manter os custos sob controle e direcionar melhor os recursos disponíveis:

  • Orçamento detalhado: separar os custos por etapa (terraplenagem, fundação, estrutura, alvenaria, cobertura, instalações, revestimentos, pintura etc.) permite visualizar onde o gasto está mais alto.
  • Comparação de fornecedores: pesquisar diferentes marcas e lojas, com especificações claras, facilita negociar prazos, descontos e formas de pagamento mais vantajosas.
  • Compra planejada de materiais: evitar grandes volumes sem necessidade, que geram sobras e perdas, e também compras de última hora, que encarecem o material e atrasam o cronograma.
  • Supervisão técnica: mesmo em obras pequenas, o acompanhamento de um responsável técnico reduz retrabalhos, orienta a equipe e garante que a economia não ultrapasse os limites de segurança.
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