
A chegada da Acadêmicos de Niterói à Sapucaí não será só um teste de canto e evolução: virou também pauta de posicionamento. À frente do microfone, Emerson Dias assume a missão de conduzir um samba-enredo que homenageia Lula e, ao mesmo tempo, reacende o debate sobre política e carnaval.
Emerson Dias no centro de um desfile de homenagem e posicionamento
Intérprete da Acadêmicos de Niterói, Emerson Dias descreve o momento como um dos mais simbólicos de sua trajetória. Segundo ele, cantar um samba que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva carrega um peso de reconhecimento histórico — e vai além da performance: é um ato de exaltação cultural e popular.
Além disso, o intérprete reforça a leitura de que o desfile coloca a escola como porta-voz de uma “história cantada”, conectando narrativa, música e mensagem na avenida

Fantasia na avenida: figurino como parte do enredo
Conhecido por fugir do padrão, Emerson já avisou que pretende inovar também visualmente. Em uma frase, resumiu a promessa: “Fantasia, fantasia, fantasia”.
Figurino contra o “terno”
Na prática, ele diz que não se imagina cantando “de terno” e prefere levar para a Sapucaí uma roupa que dialogue diretamente com o enredo — por isso, o visual passa a ser parte da comunicação do desfile.
O samba de Lula e o peso da trajetória exaltada
Para Emerson, a homenagem tem significado especial por representar uma história marcada pela resistência. Ele cita Lula como “um nordestino que veio do interior do Brasil e hoje é o nosso presidente” e defende que esse percurso “é para ser exaltado”.
Polarização e reação nas redes: “sempre me posicionei”
Com a confirmação do enredo, surgiram especulações e comentários questionando o posicionamento político do intérprete. No entanto, Emerson foi direto: “Eu nunca fui fanático, mas sempre me posicionei ideologicamente nos partidos de esquerda”.
Da trajetória com Leonel Brizola ao Partido dos Trabalhadores
Ele relembra a própria caminhada política, citando desde o período de Brizola até o apoio ao Partido dos Trabalhadores, e afirma manter essa posição até hoje.
Números citados por Emerson
- O intérprete afirma que o país vive uma divisão “de 49% a 51%” na política, como ocorreu nas eleições.
Além disso, ele diz que, desde o anúncio do samba, ganhou mais de 15 mil seguidores no Instagram.
Carnaval como espaço de diálogo: “equilíbrio” em vez de briga
Apesar da tensão, Emerson defende que o carnaval também pode ser um espaço de convivência. Ele usa uma comparação simples — gostos diferentes por cores — para argumentar que a democracia funciona com divergência e, por isso, pede equilíbrio, sem ataques e confrontos.