Palacio-do-Inga
Foto: Reprodução

A Prefeitura de Niterói pediu ao Governo do Estado do Rio a municipalização do Palácio do Ingá, hoje sede do Museu do Ingá. A gestão municipal afirma que quer evitar a deterioração do imóvel e diz aguardar retorno oficial do Estado sobre o pedido.

Municipalização do Palácio do Ingá: o que Niterói pediu

O pedido da Prefeitura é para que o Palácio — um dos endereços mais simbólicos da história política fluminense — passe da esfera estadual para a administração municipal. Na prática, a municipalização costuma significar a transferência de gestão (e, dependendo do modelo, também de responsabilidades de manutenção, operação e programação) para o município, o que pode acelerar decisões sobre conservação e uso público do espaço.

Prefeitura de Niterói diz que quer evitar deterioração

Em nota, o município afirmou:

“O município ainda aguarda o retorno do governo do estado quanto ao pedido de municipalização, de forma a evitar a deterioração do imóvel, como ocorreu com outros prédios históricos”.

Palacio-do-Inga
Foto: Reprodução

O que o Governo do Estado respondeu sobre o pedido

Procurado por veículos locais, o Governo do Estado confirmou que recebeu a solicitação e disse que analisa a possibilidade de mudança na gestão do prédio. Também informou que tramita um processo administrativo para levantamento de custos voltado a projetos de restauração arquitetônica, instalações prediais e estruturas do imóvel — com participação do INEPAC e da EMOP nos trâmites mencionados.

O que ainda depende de definição

Segundo as informações publicadas, pontos como projeto final, licitação das obras e uso após a reforma permanecem em estudo, e a eventual mudança de gestão exigiria alinhamento sobre como funcionaria a operação do museu instalado no local.

Por que o Palácio do Ingá é estratégico para Niterói

Além de ser um símbolo urbano no bairro do Ingá, o prédio tem dupla relevância:

  • Patrimônio histórico: o edifício é conhecido como Palácio Nilo Peçanha e integra a lista de bens tombados do INEPAC, com processo registrado no órgão.
  • Uso cultural: abriga o Museu de História e Arte do Estado do Rio de Janeiro (popularmente, Museu do Ingá), dedicado à memória política e artística fluminense.
Palacio-do-Inga
Foto: Reprodução

Sede do governo por décadas

Fontes oficiais descrevem que o prédio foi sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro por décadas, no período de 1904 a 1975, antes de virar museu.

História do prédio: do palacete ao museu

A trajetória do imóvel ajuda a explicar a sensibilidade do debate. O palacete teria sido construído por volta de 1860 e, mais tarde, foi definido como sede do governo no início do século XX — com referência a Nilo Peçanha como figura central nesse processo. Hoje, o museu instalado no local se apresenta como espaço de preservação, estudo e divulgação da memória do antigo Estado do Rio e de sua então capital, Niterói.

Contexto: tema já aparecia em planos e agendas da cidade

A ideia de municipalizar o Palácio do Ingá não é totalmente nova no debate local. Em 2024, conteúdo publicado no site oficial da Prefeitura citou a municipalização do Palácio do Ingá como pauta associada a uma agenda de gestão cultural. Além disso, uma agenda oficial de secretaria municipal registrou, em dezembro de 2024, um compromisso descrito como “Assinatura de cessão do Palácio do Ingá”, o que reforça que o tema circula internamente na administração.