
O verão é sempre época de muito suor, calor e vida em movimento. Galera de bicicleta pelo calçadão da Praia de Icarai, ou visitando o pátio do MAC; descendo a pé o calçadão da Boa Viagem para ir até o Forte do Gragoatá; ou uma visita a Jurujuba e um leve passeio por Piratininga. Isso sem falar em beber uma cerva na Cantareira ou pegar uma praiana em Itacoatiara – que até a Sabrina Sato já sabe que é bom. Niterói é uma cidade extremamente acolhedora.
Com a gastronomia aquecida, o meio ambiente valorizado, a cultura em alta e as contas em dia, além do charme incomparável da simpatia do niteroiense, estamos começando um ano cheio de possibilidades. O que me faz relembrar histórias inesquecíveis que já aconteceram comigo por aqui. Que felicidade!
Foram verões marcantes. Como, por exemplo, os verões em que o escritor e produtor Pedro de Luna realizava os eventos de bandas novas no finado bar O Farol, na beira da Praia de Piratininga, em meados dos Aos 90. Por lá passaram shows de Black Alien ainda como banda (e a participação da violoncelista Samanta), Speed Freaks em início de carreira; as bandas I Believe in Santa Claus (Ibisc) e tantas outras expressões locais independentes, como Tornado e Sanity Voice. Aliás, no final do ano passado, Pedro veio a Niterói e lançou a segunda edição de seu livro “Planet Hemp: Mantenha o Respeito”, com a biografia de mais de 500 páginas sobre a icônica banda enfumaçada, e estive lá no lançamento, realizado na pequena e aconchegante livraria Bloco, em Icaraí. Quando cheguei ainda encontrei a querida amiga Selma Boiron, nossa primeira voz da Maldita (Fluminense FM). Foi ótimo rever os amigos e celebrar com Pedro mais essa edição de seu livro.
Também lembro dos meus verões, nos primeiros anos de vida, sempre nas areias das Praia de Icaraí, na altura do Clube Central, onde eu ia com a minha irmã rata de praia. Lá, ela ficava com as amigas e eu ficava na água, terminava o dia vermelho como um camarão e, invariavelmente, perdido na praia, procurando a Tânia. Pra uma criança, se perder do familiar era um desespero. Mas, pra minha irmã, era diversão: a sádica ria e ria, me vendo de longe, e indo me buscar, com aquele texto: “Não falei pra você não sair de perto de onde estávamos?”
Que tempo legal, em que eu catava Tatuí nas areias de Piratininga. Aliás, queria muito saber porque não existe mais Tatuí nas areias das praias da cidade. Talvez meus amigos Fernando Guida e nosso ex-prefeito Axel Grael saibam algo a respeito, nunca os perguntei. Só sei que era muito bom, Tatuí frito no azeite, com gosto de camarão.
Também no verão de Niterói eu frequentava a piscina do Clube Central com minha irmã, que era colega dos anos 80 do ex-presidente do Clube, o delegado Roulien Pinto Camilo – que se foi em 2007. O carnaval era uma festa à parte: sempre no verão, minha irmã ia com minha prima Sandra e suas amigas para as noitadas e bailes, mas antes, as tardes eram minhas: eu pulava carnaval com fantasias de índio, coelho e outras, nas matinês dos clubes e nas ruas. Sempre estava no Canto do Rio ou nos blocos da cidade. Farra garantida.
Ano novo, energias renovadas, não é, leitor? Não há tempo a perder, vamos amar quem nos ama e ignorar o baixo astral. São 12 meses pra gente conquistar vitórias, superar os desafios, torcer pela nossa evolução política e social, trabalhar por elas, e por nós mesmos. Não fiquemos buscando validação externa, sejamos sempre autênticos, brilhantes e magneticos. Como diria Gilberto Gil (sempre ele!) “Quem sabe de mim sou eu/Aquele abraço”.
Que este verão, este ano novo e sua vida sejam doces nesta nova temporada. Fico feliz com cada feedback dos diversos retornos que recebemos aqui, sempre muito calorosos e enérgicos. Grato por me fazerem lido. A coluna é sempre pra vocês, que nos dedicam alguns minutos. Desejo muita vida para que colham em dobro o que plantam.
Até fevereiro, neste mesmo Bat local. E força sempre!
Atuante no jornalismo fluminense desde a adolescência, Leonardo Rivera teve passagens por jornais de sua cidade, Niterói – como os saudosos LIG e Opinião, além do diário A Tribuna. Tornou-se diretor artístico da área musical no final dos anos 90, tendo trabalhado na Universal Music com grandes nomes da nossa música, e em seguida criou um selo para novos talentos. Também se tornou escritor, ao lançar a biografia sobre Seu Jorge (2015) e participar da equipe da autobiografia de Luiz Fernando Guimarães (2022). Segue dirigindo o selo musical, colaborando com biografias e veículos de comunicação.
Atuante no jornalismo fluminense desde a adolescência, Leonardo Rivera teve passagens por jornais de sua cidade, Niterói – como os saudosos LIG e Opinião, além do diário A Tribuna. Tornou-se diretor artístico da área musical no final dos anos 90, tendo trabalhado na Universal Music com grandes nomes da nossa música, e em seguida criou um selo para novos talentos. Também se tornou escritor, ao lançar a biografia sobre Seu Jorge (2015) e participar da equipe da autobiografia de Luiz Fernando Guimarães (2022). Segue dirigindo o selo musical, colaborando com biografias e veículos de comunicação.