
Três homens foram encontrados mortos a tiros na madrugada desta segunda-feira (12), no Rio de Janeiro. Os corpos estavam próximos a uma passarela da Avenida Brasil, em um trecho da Zona Oeste da cidade.
Corpos foram localizados durante patrulhamento
De acordo com a Polícia Militar, equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas realizavam patrulhamento quando encontraram os três homens já sem vida. Ao se aproximarem, os agentes identificaram marcas de disparos de arma de fogo.
A área foi isolada para a realização da perícia, que ficou responsável pela análise inicial da cena.

Investigação fica a cargo da Delegacia de Homicídios
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo a Polícia Civil, as diligências seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias das mortes e identificar os responsáveis.
Até o momento, as vítimas não tiveram a identidade confirmada.
Região convive com histórico de violência
A área onde os corpos foram encontrados enfrenta uma rotina marcada pela violência, associada a disputas territoriais entre grupos criminosos. Conflitos entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos têm sido recorrentes na região.
Levantamento do Instituto de Segurança Pública aponta que, em 2025, foram registrados 86 homicídios na Circunscrição Integrada de Segurança Pública 34, que abrange bairros como Bangu, Gericinó, Padre Miguel e Senador Camará. Em 2024, o número foi de 59 mortes, representando um aumento de 46% entre os períodos.
Outros episódios recentes chamam atenção
No mês de novembro, um ataque a tiros nas proximidades da quadra da escola de samba Unidos da Vila Kennedy deixou duas pessoas mortas e quatro feridas. Relatos indicaram que a ação estaria ligada à disputa de território entre milicianos e traficantes.
Entre os mortos naquele episódio estavam Alexandre de Oliveira e Michail Douglas Damasceno Barbosa, conhecido como Comandinho, apontado como gerente do tráfico local. Ele havia sido preso em 2019, suspeito de envolvimento na morte do sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca, ocorrida em 2018.