Rio batiza praça no Leblon com nome de Manoel Carlos
Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou uma homenagem a Manoel Carlos, autor que marcou a teledramaturgia brasileira com histórias ambientadas na Zona Sul da cidade. Um decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (13) determina que uma praça no Leblon passe a levar o nome do escritor.

A medida foi assinada pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) e reconhece a ligação do autor com o bairro, que serviu de cenário para grande parte de suas novelas.

Praça no Leblon passa a se chamar Manoel Carlos

A área homenageada fica na Avenida Bartolomeu Mitre, localizada entre duas vias do Leblon. A partir do decreto, o espaço público passa a se chamar oficialmente Praça Manoel Carlos.

A escolha do local reforça a relação do autor com o bairro, onde viveu por muitos anos e que ajudou a ganhar projeção nacional e internacional por meio da televisão.

Foto: Reprodução

Trajetória marcada pelo Rio

Manoel Carlos morreu no último sábado (10), aos 92 anos. Ele estava internado em um hospital de Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson. No último ano, a doença afetou sua capacidade motora e cognitiva.

Conhecido como Maneco, o autor nasceu em São Paulo, em 1933, mas costumava se definir como carioca de coração. Ao longo da carreira, adotou o Rio como principal cenário de suas histórias.

Leblon como inspiração constante

Em entrevistas, Manoel Carlos explicava com naturalidade a decisão de ambientar suas novelas no Leblon. Para ele, o bairro refletia o cotidiano que conhecia de perto.

“Por que o Leblon? Porque eu moro aqui, só por isso. Eu vivo aqui. E gosto daqui, claro. Se eu morasse em Copacabana, e gostasse de Copacabana como morador, certamente eu escreveria, localizaria os meus protagonistas, as minhas tramas em Copacabana, na Barra, na Tijuca, em Jacarepaguá, em qualquer lugar”, disse.

O autor também afirmava que não se preocupava em representar todo o Brasil, mas sim em construir histórias verossímeis.

“Eu moro no Leblon desde que eu vim para o Rio. Eu não me preocupo tanto de que minha novela seja realista, naturalista, me preocupo que as minhas histórias sejam verossímeis”, afirmou.

Personagens inspirados na vida real

Maneco revelou ainda que muitos personagens surgiram a partir de pessoas reais de seu convívio diário. Segundo ele, detalhes do cotidiano ajudavam a dar autenticidade às tramas.

“Eu até dou nome de personagens de gente verdadeira. Nas bancas de jornais (das novelas), eu uso o nome do jornaleiro”, contou.