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Foto: Érica Martin / Arquivo O Dia

A investigação sobre o incêndio no Shopping Tijuca, que deixou duas pessoas mortas e três feridas no dia 2 de janeiro, avança nesta terça-feira (13) com uma nova rodada de depoimentos. A Polícia Civil quer fechar lacunas sobre o início do fogo, a resposta da brigada de incêndio, o acionamento do Corpo de Bombeiros e a evacuação do público. O caso segue em apuração pela 19ª DP (Tijuca).

Depoimento da superintendente do Shopping Tijuca

A Polícia do Rio ouve na tarde desta terça-feira (13) a superintendente do Shopping Tijuca, Adriana Santilhana, sobre o incêndio no último dia 2, que deixou duas pessoas mortas e três feridas. Também estão previstos depoimentos de brigadistas que participaram do primeiro combate às chamas, antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

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Foto: Corpo de Bombeiros

Falha no mecanismo de detecção de fumaça entrou no centro da apuração

Bombeiros civis da brigada de incêndio afirmaram que houve uma dificuldade maior no combate ao fogo no dia 2 por causa de uma falha no acionamento do mecanismo de detecção de fumaça da loja. Uma brigadista e um supervisor do Shopping Tijuca morreram durante a ocorrência.

O que diz a empresa CM Couto, responsável pela brigada

O advogado Alexandre Lopes, da CM Couto (empresa terceirizada responsável pela brigada do shopping), declarou:

“No dia em que ocorreu o incêndio, não funcionou o equipamento de alarme da loja, que se comunica com a área de segurança do shopping. A CM Couto foi acionada para tentar combater o incêndio e infelizmente uma honrada bombeira civil faleceu”.

Ainda segundo o advogado, o equipamento não funcionou e, quando a brigada chegou, já não era possível controlar o fogo apenas com extintores.

“Tiveram que acionar as mangueiras, e isso também leva mais tempo ainda pra combater. Se você chega com um extintor, é mais rápido. Se você vai com a mangueira, é mais devagar. Encontraram um cenário muito adverso já com muita fumaça”.

O depoimento sobre a morte da brigadista Emellyn

O diretor de operações da brigada, Jorge Benedito de Oliveira, afirmou em depoimento que acredita que a brigadista Emellyn, que trabalhava para a CM Couto, morreu asfixiada após retirar a máscara quando o oxigênio do equipamento acabou. O corpo dela só foi encontrado horas depois, devido à fumaça espessa.

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Foto: Corpo de Bombeiros

Acionamento do Corpo de Bombeiros ainda tem pontos em aberto

Ainda não se sabe quanto tempo demorou para o Corpo de Bombeiros ser acionado. De acordo com o advogado da empresa, a responsabilidade de acionar a corporação é do Shopping Tijuca. Sobre o acionamento no incêndio de janeiro de 2026, o shopping afirma que fez três ligações: a primeira às 18h12 e a última às 18h22, conforme os registros do sistema de comunicação.

Reabertura, Rio Luz e vistorias após o incêndio

Na segunda-feira (12), o shopping informou que fez “todas as adequações pelo Corpo de Bombeiros” e enviou à Rio Luz documentos que “comprovam funcionamento de seus sistemas de ar condicionado e exaustão”. O Corpo de Bombeiros autorizou a reabertura em documento emitido na manhã de segunda, e a Rio Luz realizou vistoria à tarde.

Imagens já estão com a polícia e serão cruzadas com depoimentos

A polícia já recebeu as imagens do Shopping Tijuca que mostram o incêndio do dia 2 de janeiro, com dois mortos e três feridos. O material está em análise na 19ª DP (Tijuca). O local está fechado há 10 dias após o incêndio atingir o subsolo do centro comercial.

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Foto: Corpo de Bombeiros

Próximos passos na 19ª DP (Tijuca)

O depoimento do chefe da brigada foi tomado na segunda (12). Ele ocorreria na semana passada, mas foi remarcado porque os advogados do shopping alegaram que não tiveram acesso aos autos. Outros depoimentos — como o da superintendente do shopping e dos responsáveis pela loja Bell’Art, no subsolo — também devem ocorrer nos próximos dias na 19ª DP (Tijuca). A empresa CM Couto foi responsável pela vistoria técnica que identificou problemas na loja Bellart, no subsolo, onde o fogo começou.