Polícia do Rio faz buscas por Oruam após decisão do STJ
Foto: Reprodução/ Instagram

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza diligências para localizar o rapper Oruam após a revogação de uma decisão judicial que o mantinha em liberdade. A nova ordem foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou o restabelecimento da prisão preventiva.

O artista passou a ser considerado foragido depois da expedição do mandado pela 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Decisão do STJ motivou a nova ordem de prisão

A revogação do habeas corpus foi assinada nesta segunda-feira (2) pelo ministro Joel Ilan Paciornik.

Na avaliação do magistrado, houve descumprimento repetido das medidas cautelares impostas ao cantor, principalmente relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica.

Segundo a decisão, o histórico de violações comprometeu a eficácia do monitoramento judicial, o que justificou o retorno da prisão preventiva.

Buscas são feitas em endereços ligados ao cantor

Agentes da Polícia Civil do Rio de Janeiro estiveram em locais associados ao artista, mas até o momento ele não foi localizado.

Com isso, a ordem de prisão segue válida até o cumprimento do mandado expedido pela Justiça fluminense.

Foto: Polícia Civil

Histórico de falhas no monitoramento eletrônico

Informações da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) indicam que Oruam utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro.

A partir de 1º de novembro, começaram a ser registrados sucessivos problemas no funcionamento do equipamento, somando 66 ocorrências. Desse total, 21 foram classificadas como graves apenas em 2026.

A maioria dos registros está ligada à falta de carregamento da bateria do dispositivo.

Troca do equipamento e novos registros

O cantor compareceu à Central de Monitoração Eletrônica em 9 de dezembro para substituição da tornozeleira.

O equipamento retirado foi encaminhado para perícia técnica, que apontou dano eletrônico possivelmente causado por alto impacto.

Mesmo após a troca, o novo aparelho voltou a apresentar falhas por ausência de carregamento. Desde 1º de fevereiro, o sistema permanece descarregado, o que inviabiliza o acompanhamento da medida judicial.

Defesa atribui falhas a problemas técnicos

A defesa do artista sustenta que os registros ocorreram por questões técnicas e que não houve intenção de descumprir as determinações impostas pela Justiça.

Até o momento, não houve novo posicionamento público dos advogados após a expedição do mandado.

Foto: Reprodução/ Instagram

Caso teve origem em 2025

O processo criminal teve início a partir de fatos ocorridos em 22 de julho de 2025, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o rapper e outras pessoas são acusados de duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis que cumpriam mandado de busca e apreensão em um imóvel.

Os agentes relataram ter sido atingidos por pedras arremessadas do andar superior da residência.

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