Créditos: depositphotos.com / Brasilnut
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Moradores do Leme, na Zona Sul do Rio de Janeiro, realizaram um panelaço na noite deste domingo (4) em protesto contra a falta de energia elétrica, que já ultrapassava 30 horas em alguns pontos do bairro. O apagão também atingiu áreas de Copacabana e provocou revolta entre moradores, que relataram transtornos contínuos desde o início do problema, no sábado (3).

O protesto ocorreu diante da incerteza sobre o restabelecimento do serviço e do impacto direto na rotina de famílias, idosos e comerciantes da região.


Furto de cabos causou apagão, diz concessionária

De acordo com a Light, a interrupção no fornecimento foi provocada por furto de cabos da rede elétrica subterrânea, o que gerou sobrecarga no sistema. A concessionária informou que, ao longo do domingo, novos danos foram identificados, também relacionados a furtos, o que agravou ainda mais a situação.


Prédios alugam geradores para enfrentar o apagão

Com a prolongada falta de energia e sem previsão de retorno, diversos prédios do Leme passaram a alugar geradores para evitar mais uma madrugada no escuro. Moradores relataram dificuldades com conservação de alimentos, funcionamento de elevadores, além do calor intenso sem ventilação adequada.

O uso de geradores se tornou a única alternativa para garantir iluminação mínima e funcionamento de equipamentos essenciais.


Equipes atuam no local, mas situação segue crítica

No final da manhã deste domingo, a Light informou que 25 equipes técnicas estavam atuando na região e que geradores emergenciais haviam sido instalados em alguns pontos para minimizar os impactos da interrupção.

Mesmo assim, moradores afirmam que a resposta é insuficiente diante da duração do apagão e cobram mais agilidade e transparência por parte da concessionária.


Protesto expõe fragilidade da rede elétrica

O panelaço no Leme evidencia a fragilidade do sistema elétrico em áreas de alta densidade urbana, especialmente diante da recorrência de furtos de cabos. O episódio reacende o debate sobre segurança da infraestrutura, prevenção a crimes desse tipo e a necessidade de planos de contingência mais eficazes para evitar apagões prolongados em regiões estratégicas da cidade.