
O fechamento do Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, virou um problema financeiro imediato para lojistas: empresários projetam queda de 35% no faturamento e relatam dificuldade até para movimentar as contas das lojas. Nesta segunda-feira (5), a Defesa Civil ampliou a restrição de acesso após vistoria e reforçou que a estrutura geral do centro comercial está preservada.
Fechamento do Shopping Tijuca pressiona lojistas e operações
Empresários relatam que o impacto não se limita à queda de movimento: com o shopping fechado, há lojas que enfrentam travas operacionais e bancárias para manter a rotina mínima de pagamentos e gestão. O problema tende a ser ainda mais crítico em estabelecimentos cujos escritórios também funcionam dentro do centro comercial, porque documentos, sistemas e controles ficam inacessíveis durante a interdição.
Além do prejuízo direto de vendas, o fechamento afeta cadeia de serviços (estoque, entregas, manutenção, atendimento ao cliente) e aumenta a incerteza sobre prazos — fator que pesa em aluguel, folha e fornecedores.

Interdição da Defesa Civil: o que foi fechado e por quê
Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal interditou o subsolo — onde o incêndio começou — e restringiu o acesso a um trecho do piso superior/térreo, com impacto em lojas da lateral esquerda. Em nota, a administração do shopping destacou a interdição parcial do subsolo e de parte do L1 no trecho de 14 lojas sobre a Bell’Art e afirmou: “toda a estrutura do shopping está preservada, sem qualquer risco”.
Risco estrutural no mezanino e desplacamento de teto e piso
De acordo com a avaliação técnica divulgada, o fogo gerou risco estrutural no mezanino da loja onde as chamas começaram (Bell’Art), além de risco de queda de revestimentos internos e desplacamentos de partes do teto e do piso. Por isso, o subsolo foi considerado sem condições de permanência.
Resumo do que foi apontado na vistoria:
- Subsolo: totalmente interditado por falta de condições de permanência.
- Trechos no térreo/L1: lojas ficaram inacessíveis por efeito do calor — em comunicados, há referência a 17 lojas na lateral esquerda, entre a entrada da Av. Maracanã e a Tok&Stok.
- Demais áreas avaliadas: sem indicação de risco estrutural, segundo os comunicados divulgados.
Vítimas e atendimento no local
A Polícia Civil identificou dois brigadistas mortos: Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes. De acordo com o Corpo de Bombeiros, quatro pessoas foram atendidas.

Investigação e cobrança por informações técnicas
O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca). Segundo a Polícia Civil, a perícia foi realizada e os peritos analisam as informações colhidas, enquanto diligências seguem para apurar as circunstâncias do incêndio.
Há também pressão por informações técnicas e de conformidade: o Crea-RJ informou que esteve no local e solicitou dados sobre medidas de engenharia e segurança.
Reabertura: o que a administração e a empresa informam
Em nota, a administração do shopping afirmou que, a partir de agora, o trabalho se concentra em limpeza, manutenção e recuperação, e que a data de reabertura do restante do espaço será informada “quando houver segurança para isso”.