
O apagão que atingiu parte da Zona Norte do Rio de Janeiro teve origem em uma sobrecarga registrada na subestação do Cachambi. O problema ocorreu durante uma obra realizada pela concessionária Light para a troca de cabos na região.
A interrupção no fornecimento de energia começou na segunda-feira (12), considerada o dia mais quente do ano na cidade. A intervenção na subestação teve início em novembro do ano passado e, segundo a empresa, a conclusão está prevista para julho deste ano.
O que causou o apagão no Rio
De acordo com a Light, a sobrecarga aconteceu enquanto os trabalhos de substituição de cabos estavam em andamento. A ação faz parte de um processo de modernização da rede elétrica em áreas antigas e consideradas críticas do município.
A empresa informou que está trocando cabos de cobre por alumínio. Além de atualizar a infraestrutura, a mudança busca reduzir casos de furto de material, que têm impacto direto no abastecimento de energia.
Falha no protocolo de contingência
Para situações emergenciais, a concessionária possui um protocolo que prevê o acionamento de uma miniusina de geradores em até três horas após a ocorrência.
No episódio registrado na Zona Norte, no entanto, o sistema levou cerca de seis horas para ser ativado. A demora contribuiu para o prolongamento do apagão em meio ao calor intenso.
A Light afirmou que o protocolo existe justamente para reduzir transtornos em casos como esse e que a falha no tempo de resposta foi registrada durante o evento.
Furto de cabos em Copacabana e Leme
O problema com a rede elétrica também atinge a Zona Sul da cidade. Segundo estimativa da Light, cerca de 5% dos cabos subterrâneos que abastecem Copacabana e Leme foram furtados em um intervalo de seis meses.
Ao todo, aproximadamente 3,5 quilômetros de cabos foram roubados dos 60 quilômetros instalados sob os dois bairros. Após apagões registrados na primeira semana de janeiro, a concessionária instalou geradores para suprir a demanda local.
No primeiro semestre de 2025, a empresa realizou inspeções e planejou a substituição de cabos de cobre por alumínio na região. Após os novos furtos, Copacabana e Leme voltaram a ser tratadas como prioridade nos planos da companhia para os próximos anos.

Modernização da rede elétrica
A Light mantém o planejamento de retirar os geradores instalados em Copacabana até fevereiro. Paralelamente, a concessionária reforçou que seguirá com a substituição dos cabos antigos por novos materiais, considerados menos visados por criminosos.
A expectativa é que as intervenções ajudem a reduzir apagões e tornem a rede elétrica mais resistente a falhas e furtos. Para os moradores, acompanhar o andamento das obras é essencial para entender os impactos temporários no fornecimento de energia.