Padre morre enquanto rezava em igreja do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

Um padre de 103 anos morreu enquanto participava de um momento de oração na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso ocorreu na Igreja de Santo Afonso, no bairro da Tijuca, durante a reza da Ave Maria.

Segundo a Arquidiocese do Rio de Janeiro, o padre José Luciano Jacques Penido estava acompanhado de outros cinco sacerdotes que residem na igreja. A morte foi registrada por volta das 18h da sexta-feira (9), enquanto o grupo rezava.

Trajetória marcada pela fé e simplicidade

Nascido em 18 de outubro de 1922, em Belo Vale, em Minas Gerais, Penido viveu cerca de metade da vida no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, construiu uma relação próxima com a comunidade local e era conhecido pelo carinho com os fiéis.

De acordo com a Arquidiocese, o sacerdote era descrito como “um sacerdote de grande coração, solícito, gentil, humilde e carinhoso com as pessoas”.

Pe. Penido, o 2º da esquerda para a direita, como Neo-professo. Imagem: Reprodução

Atuação além da vida religiosa

Além da atuação pastoral, o padre também se dedicou à preservação da memória da escravidão no Brasil. Em sua cidade natal, fundou o Museu do Escravo, iniciativa voltada à valorização da história e da memória do período.

A vocação religiosa surgiu ainda na infância. Segundo a Arquidiocese, desde pequeno ele já demonstrava o desejo de ser sacerdote, reproduzindo em casa as homilias que ouvia nas missas.

Caminho religioso no Brasil e no exterior

Penido teve contato com os missionários redentoristas durante as Santas Missões realizadas em sua cidade. A partir daí, decidiu seguir a vida religiosa. Morou no Rio de Janeiro entre 1959 e 1961, na Paróquia Santo Afonso, retornou a Minas Gerais e passou dois anos estudando em Roma.

Desde 1975, estabeleceu-se definitivamente na Paróquia da Tijuca, onde permaneceu até os últimos anos de vida.

Reconhecimento aos 100 anos

Em 2022, ao completar 100 anos, o padre recebeu a bênção apostólica enviada pelo Papa Francisco, além de uma carta do Superior Geral Redentorista, Pe. Rogério Gomes, em reconhecimento à trajetória dedicada à Congregação.

A Arquidiocese destacou que a morte ocorreu de forma serena, em oração, no local onde o sacerdote viveu e exerceu sua missão por décadas.