
Rio de Janeiro - Florise Teixeira da Silva Marques, ou simplesmente Dona Florise, faleceu aos 99 anos, na última segunda-feira (9). Reconhecida como a “Musa do Carnaval de Paquetá“, a idosa completaria 100 anos no próximo sábado (14). Sua morte foi anunciada pelas redes sociais do bloco Boto Marinho, que a homenageava anualmente com serestas em frente à sua casa, ao som de clássicos como “Carinhoso”.
Quem foi a musa do carnaval de Paquetá?
Natural da Ilha, Dona Florise era considerada uma figura muito importante do Carnaval de Paquetá. Desde 2017, ela era recebida com músicas e cortejos pelos blocos Boto Marinho e Cavalo Marinho, que sempre paravam em frente a sua casa.
A nota publicada pelo bloco Boto Marinho lamenta a morte da musa de 99 anos. “Já estávamos nos preparando para celebrar seu centenário com uma grande festa, mas o destino nos surpreendeu. Apesar da tristeza, a alegria de tê-la em nossas vidas por tanto tempo nos conforta. Dona Florise era a alma do bloco, a musa inspiradora que por décadas encantou a todos com sua alegria, beleza e paixão pela cultura popular”.
Além do carinho dos foliões, Dona Florise era querida pelos garis e por quem passava pela ilha. Segundo sua bisneta, Tainá Marques, ela criava laços de afeto, oferecendo café e água diariamente à equipe de limpeza. Ela conta que sempre no aniversário da avó, eles apareciam para comemorar.
“Ela era a vovó do coração de todos. Além dos foliões do bloco do Boto, tem também os garis da Ilha que ela considerava como netos do coração e todos a chamavam de vovó. Toda manhã, quando o caminhão deles passava, ela ia no portão distribuir cafezinho e água para todos. [Já eles], todo ano, dia 14 de dezembro que é seu aniversário, eles apareciam com bolo e refrigerantes para fazer uma festa pra ela.”, afirmou Tainá.