
A exposição “Órbitas Abstratas” entra na reta final no Sesc Niterói e termina no sábado, 7 de fevereiro. A mostra reúne a produção de gravuristas brasileiras contemporâneas que pesquisam a abstração na gravura. Além disso, a iniciativa reforça o papel do Sesc no mapeamento e na construção de um acervo com importantes gravadoras do Brasil.
Última semana da exposição “Órbitas Abstratas” no Sesc Niterói
A mostra “Órbitas Abstratas”, em cartaz no Sesc Niterói, chega à última semana e se despede no sábado, dia 7 de fevereiro. Em exibição, estão trabalhos de artistas brasileiras contemporâneas em atividade que exploram a abstração a partir de uma linguagem comum: a gravura.
Realizada por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar, a exposição começou em 1º de novembro de 2025 e tem entrada franca.

Artistas reunidas na mostra
O público encontra obras representativas de Adriana Moreno, Ana Takenaka, Elaine Arruda, Helena Lopes, Kika Levy, Laila Terra e Renata Basile.
Gravura abstrata: contrastes de técnica, geração e região
A exposição reúne artistas de diferentes regiões, idades e estágios de carreira, com técnicas variadas dentro da gravura. Estão lado a lado gravuras de Helena Lopes, de 84 anos, e obras de artistas mais jovens, como Ana Takenaka, de 38, e Adriana Moreno, de 36.
Também participam nomes como Elaine Arruda, professora de gravura da Universidade de Belém do Pará, e Renata Basile, com trajetória consistente na área, ampliando o leque de produções diversas e experimentais.
Segundo a curadora, a seleção evidencia diferenças de:
- regiões (Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste)
- gerações
- fases de carreira
- técnicas (da gravura tradicional à gravura experimental)

Curadoria: a abstração entre “forma” e “mancha”
A curadoria é de Ana Carla Soler, que há cinco anos se dedica à pesquisa do tema. De acordo com ela, o recorte apresentado no Sesc Niterói observa a abstração como uma vertente de investigação artística, especialmente “entre a forma e a mancha”.
A curadora explica que, ao falar de “manchas” nesse conjunto, é preciso considerar o que, na matriz da gravura, ganha contornos livres pelo gesto ou pela técnica. Já quando o foco está na “forma”, há um pré-pensamento de delimitar margens, que podem surgir tanto na geometria quanto em modos orgânicos.
A mostra teve como inspiração o livro “Abstracionismo – Geométrico e Informal”, de Anna Bella Geiger e Fernando Cocchiarale (Sesc Tijuca, 1987).
Projeto de mapeamento de gravuristas brasileiras contemporâneas
“Órbitas Abstratas” é a segunda exposição de um projeto da curadora voltado à apresentação e ao mapeamento de gravuristas brasileiras contemporâneas. A primeira mostra fez um recorte de artistas que investigam a gravura por meio da figuração.
Intitulada “Gravadas no Corpo”, essa exposição reuniu 44 artistas e aconteceu em São Paulo, no Bananal Arte e Cultura, e no Rio de Janeiro, no Instituto Inclusartiz.

Sesc e o fortalecimento da gravura no Rio de Janeiro
O texto destaca ainda o papel do Sesc, especialmente no Rio de Janeiro, no fomento a um dos ateliês de gravura mais respeitados do país, como o tradicional Sesc Tijuca. Dessa forma, a exposição em Niterói se soma às iniciativas para mapear artistas e construir um acervo com gravadoras brasileiras — um conjunto que já reúne um número relevante de obras abstratas.

SERVIÇO
Exposição de Arte contemporânea
Título: Órbitas Abstratas
Curadoria: Ana Carla Soler
Artistas: Adriana Moreno, Ana Takenaka, Elaine Arruda, Helena Lopes, Kika Levy, Laila Terra e Renata Basile
Local: Sesc Niterói
Horário de visitação: De terça a sábado, das 10h às 17h
Período expositivo: 1º/11/25 a 07/02/26
Endereço: R. Padre Anchieta, 56 – São Domingos – Niterói – RJ – CEP 24210-050
Entrada franca