
A suspensão da lei que autorizava táxis com mais de 10 anos no Rio causou apreensão entre motoristas.
Sem recursos para trocar de carro, muitos temem ficar desempregados mesmo após investir em reformas estruturais.
Decisão da Justiça agrava insegurança financeira de motoristas
Taxistas do Rio de Janeiro relataram incertezas após a suspensão dos efeitos da lei que autorizava veículos mais antigos. Muitos investiram valores elevados em reformas para manter seus carros em boas condições.
Com dificuldade de adquirir carros novos, motoristas alegam que a medida atinge diretamente sua única fonte de renda. José Antônio gastou R$ 25 mil em melhorias no táxi; outros trocaram motor, bancos e mecânica em geral.
Por que a idade do veículo se tornou uma questão polêmica?
Carros com mais de 10 anos passaram a ser alvo de debates após o Tribunal de Justiça do Rio considerar que veículos antigos podem colocar passageiros em risco e causar danos ambientais.
O argumento opõe conservação à idade do automóvel, criando um impasse técnico e emocional entre profissionais e autoridades.
🚖 Regra anterior
A lei permitia o uso de táxis mais antigos, desde que aprovados em vistoria anual obrigatória.
🏛️ Decisão judicial
Desembargadores citam preocupação com segurança e emissão de poluentes.
🔧 Argumento da categoria
Motoristas afirmam que a medida ignora o custo e esforço para manter os veículos conservados.
📉 Saída econômica
A categoria pede solução viável, como crédito facilitado para renovação da frota.
Reformas foram alternativa encontrada para continuar trabalhando
Investimentos em reformas foram a única saída viável para muitos taxistas. Com valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 25 mil, os reparos incluem motor, suspensão, pintura e estofamento.
Ricardo Barbosa, por exemplo, parcelou tudo no cartão de crédito. Alexandre Figueiredo, há 24 anos na profissão, afirma que trocar de carro está fora da realidade e teme perder o sustento da família.
Passageiros também se dividem sobre a medida
Opiniões dos usuários não são unânimes. Alguns clientes avaliam que o estado de conservação deve prevalecer sobre a idade do carro, enquanto outros preferem modelos mais novos por conforto e estética.
O hoteleiro Paulo Cesar Conceição diz não se incomodar com carros bem cuidados. Já Juçara Vargas, dona de casa, acredita que veículos mais recentes oferecem melhores condições de higiene e climatização.

Protestos e propostas alternativas já começaram a surgir
Taxistas do Rio organizaram uma carreata no Aterro do Flamengo para demonstrar insatisfação. Cerca de 200 motoristas pediram que a prefeitura viabilize uma linha de crédito acessível, como via AgeRio.
A categoria propõe que haja prioridade no crédito para profissionais que reformaram seus veículos e mantêm regularidade nas vistorias anuais.