
A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (29) um jovem apontado como principal investigado por uma série de furtos em residências de alto padrão na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo a corporação, cada crime gerava prejuízo estimado em pelo menos R$ 1 milhão às vítimas. O suspeito foi localizado na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte.
De acordo com a 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), o preso é Luan Moore Aguiar, de 18 anos. Ele possui 47 registros na ficha criminal, sendo 10 deles apenas nos últimos cinco meses, todos relacionados ao mesmo tipo de ocorrência.
Como começaram as investigações
As apurações tiveram início em setembro de 2025, após uma sequência de furtos em imóveis situados nos bairros do Jardim Botânico, Gávea e São Conrado.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito escolhia residências próximas a áreas de vegetação. Esses locais facilitavam o acesso durante a noite e dificultavam a vigilância, especialmente em períodos de menor circulação de pessoas.
As casas eram selecionadas por apresentarem potencial de guardar bens de alto valor.
Modo de atuação
Após entrar nos imóveis, o investigado percorria todos os cômodos em busca de joias, relógios e bolsas de luxo.
Os objetos eram repassados a receptadores. Havia preferência por itens em ouro e relógios de marcas conhecidas, revendidos por valores abaixo do preço de mercado.
A delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, descreveu o comportamento do suspeito:
“Ele ficava aguardando o melhor momento para entrar nessas residências, que geralmente estão vazias nessa época do ano, por causa de férias ou fins de semana. Ele ficava escondido na mata e em determinado momento, quando percebia que a residência estava vazia, ele entrava pela janela ou arrombava a porta, procurava joias e bolsas de luxo, levava embora e voltava para sua residência em Manguinhos, onde ele vende para ourives ou para pessoas que já tem destino certo”.

Ostentação nas redes sociais
Após os furtos, o jovem publicava imagens dos bens nas redes sociais. O objetivo, segundo a polícia, era desafiar as forças de segurança e atrair interessados na compra das peças.
O dinheiro obtido era gasto principalmente em restaurantes e hotéis de luxo. Os pagamentos eram feitos, quase sempre, em espécie. Essa conduta servia para sustentar uma imagem de ostentação na internet.
A reincidência dos crimes levou o próprio investigado a se autointitular como uma versão atualizada de um conhecido invasor de residências do passado.

Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as apurações seguem em andamento para identificar todos os integrantes da cadeia criminosa, incluindo os receptadores dos objetos furtados.
A orientação é para que vítimas que reconheçam os bens recuperados procurem a delegacia responsável pelo caso.
Ao menos até a publicação deste artigo, a defesa de Luan Moore Aguiar não havia se pronunciado sobre a prisão. Em caso de manifestação, a matéria será atualizada.