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Uma ação da Polícia Militar terminou com o resgate de uma família mantida em cárcere privado e a prisão de três traficantes na comunidade do Santo Cristo, no Fonseca, em Niterói, na Região Metropolitana Leste Fluminense.

Entre os presos está Douglas Vieira da Silva, de 36 anos, conhecido como “Pochete”, que, segundo a polícia, acumula 18 anotações criminais por homicídio e é apontado como envolvido na morte de dois soldados do Exército em São Gonçalo, em 2020.

Como a polícia chegou ao local

De acordo com a PM, a operação começou após denúncia anônima indicando que uma família estaria sendo mantida refém em uma residência da comunidade. Equipes que já atuavam no policiamento do Fonseca intensificaram as buscas e localizaram o imóvel.

Os três suspeitos foram encontrados no quintal da casa e não teriam reagido à prisão. A família foi resgatada no interior do imóvel e, segundo os agentes, não apresentava ferimentos.

No local, foram apreendidas duas pistolas e um fuzil.

Disputa entre facções e impacto nos moradores

Ainda conforme a PM, a região do Fonseca vive tensão por conta da disputa entre as facções Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), que estariam em conflito desde o fim do ano passado.

Moradores relatam que criminosos vêm promovendo cortes de cabos de internet para forçar o cancelamento de serviços regulares e impor provedores clandestinos, prática que tem gerado queixas frequentes na região.

Histórico criminal

Segundo a corporação, “Pochete” é investigado por participação em diversos homicídios. Os outros dois presos também possuíam antecedentes:

  • Felipe Vinícius Cozza Rizzo, 25 anos — registros por tráfico e violência doméstica
  • Lucas Ribeiro de Souza, 28 anos — passagens por tráfico e roubo

A ocorrência foi registrada na 78ª DP, que dará continuidade às investigações.

Segurança pública e denúncia

Especialistas em segurança pública destacam que denúncias anônimas continuam sendo uma das principais ferramentas para localizar cativeiros e pontos de atuação do crime organizado.

Moradores podem colaborar com as autoridades por canais oficiais de denúncia, sem necessidade de identificação.

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