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Foto: Claudio Fernandes

Uma clínica de estética em Icaraí, em Niterói, foi interditada nesta quarta-feira (28) durante a 4ª etapa da Operação Pharmakon. A ação identificou o funcionamento sem licença sanitária, sem alvará e sem responsável técnico, além de indícios de risco à saúde. Materiais foram apreendidos e a responsável foi levada à 77ª DP (Icaraí).

Operação Pharmakon interdita clínica de estética em Icaraí

A Prefeitura de Niterói executou, nesta quarta-feira (28), a quarta etapa da Operação Pharmakon, voltada a clínicas de estética clandestinas, que funcionam sem licença ou com materiais vencidos. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), com participação da Vigilância Sanitária Municipal e de policiais da 77ª DP (Icaraí).

Segundo a Prefeitura, as ações integradas vêm ocorrendo após denúncias e têm o objetivo de coibir práticas que colocam em risco a saúde da população.

Inteligência apontou tentativa de driblar a fiscalização

Desde novembro, o serviço de inteligência do GGIM vinha mapeando o serviço estético clandestino. De acordo com o levantamento, a clínica mudava regularmente os locais de atendimento para tentar ludibriar a fiscalização sanitária.

O que foi constatado na fiscalização

Durante a operação, as equipes constataram que o estabelecimento era clandestino, sem:

  • alvará de localização;
  • licença sanitária;
  • responsável técnico habilitado.

Materiais sem procedência e descarte irregular

No local, a força-tarefa encontrou indícios de violação sanitária, incluindo:

  • caixa de descarte transbordando de agulhas, frascos e seringas;
  • toxina botulínica;
  • ácido hialurônico;
  • anestésico local.

De acordo com as equipes, o material estava sem procedência e sem nota fiscal. Também foi constatado descarte irregular de material bioquímico.

Tentativa de esconder produtos durante a ação

Segundo os agentes, a atendente tentou evitar a fiscalização ao esconder os produtos biomédicos em uma mala e em uma sacola.

Responsável levada à delegacia e materiais apreendidos

A responsável pela clínica de estética foi conduzida para a 77ª DP (Icaraí). A Vigilância Sanitária apreendeu diversos materiais, que foram apresentados para análise pericial pela Polícia Civil.

Além disso, foi constatado que o estabelecimento funcionava sem o alvará da Secretaria Municipal de Fazenda para serviços estéticos e sem a licença sanitária devida.

Rede de atendimento no Rio e sublocação temporária em Niterói

A inteligência do GGIM apurou que a clínica teria rede de atendimento no Rio de Janeiro e que os atendimentos clandestinos em Niterói eram agendados por meio de sublocação temporária de espaço em salas comerciais usadas para outros fins.

O que dizem as autoridades

O secretário do GGIM, Felipe Ordacgy, afirmou que a Pharmakon integra uma nova linha de operações voltadas à saúde pública:

“Estamos fortalecendo a integração com as forças de segurança e os órgãos de fiscalização municipal para proteger a população e coibir práticas clandestinas que colocam a saúde das pessoas em risco. A população procura estes estabelecimentos almejando rejuvenescimento e beleza, mas na verdade são expostos a diversos riscos contra a saúde”, afirmou.

Já o chefe de investigação da 77ª DP, Leonardo Mendes, destacou a atuação conjunta:

“Esses locais funcionam à margem da lei e colocam em risco a saúde e a vida de pessoas que buscam tratamento. A integração entre o GGIM, a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil é essencial para identificar, interditar e responsabilizar os envolvidos. A Polícia Civil segue atuante em defesa de quem precisar”, declarou.

Por que o nome “Pharmakon”?

A operação recebeu o nome Pharmakon por sua origem na língua grega e pelo duplo significado: “remédio” e “veneno”. O termo expressa a ambiguidade da medicina — capaz de curar ou causar dano — e simboliza os riscos representados por clínicas clandestinas e profissionais não habilitados, que oferecem tratamentos irregulares sob aparência de legalidade e buscam se eximir da fiscalização sanitária municipal.