
A Receita Federal emitiu um comunicado oficial para desmentir boatos sobre rastreamento individual de transferências via Pix.
Segundo o órgão, não há monitoramento transação por transação, e os relatórios recebidos pelas autoridades são limitados e padronizados, voltados apenas a movimentações acima de certos valores mensais.
Receita não rastreia transferências individuais por Pix
A Receita Federal esclareceu que não tem acesso ao conteúdo de cada transação feita por Pix. O que existe é um relatório agregado enviado mensalmente pelas instituições financeiras tradicionais.
No caso de pessoas físicas, o envio ocorre apenas quando o total mensal ultrapassa R$ 2 mil. Para empresas, o limite é de R$ 6 mil mensais. Os dados envolvem saldos e somatórios de movimentações, sem detalhamento de cada transferência.
Além disso, fintechs estavam inicialmente isentas dessa obrigação, o que reforça ainda mais que o Pix não é monitorado em tempo real, nem individualmente.
Como surgem fake news sobre o Pix e o que elas escondem?
Durante grandes operações policiais, como a Cadeia de Carbono e a Carbono Oculto, espalhar pânico virou estratégia de golpistas para atrapalhar fiscalizações. Eles se aproveitam do desconhecimento geral e da linguagem de urgência para enganar.
As mensagens falsas costumam usar a estrutura abaixo para parecerem confiáveis:
- São distribuídas em grupos de WhatsApp e Telegram
- Utilizam áudios com supostos servidores da Receita ou nomes oficiais
- Usam imagens manipuladas e documentos falsos
- Servem como distração durante operações contra crimes fiscais
Atenção: qualquer áudio alertando sobre CPF bloqueado por Pix é falso. A Receita não se comunica por WhatsApp dessa forma.

O que muda com as novas regras para fintechs?
A revogação da IN 2.219/2024 em janeiro de 2025 liberou temporariamente as fintechs de enviar informações à Receita. Porém, isso mudou com a publicação da IN RFB 2.278/2025, em agosto.
Desde então, fintechs passaram a ter as mesmas obrigações dos bancos e precisam enviar a e-Financeira, com dados padronizados sobre saldos, operações e movimentações financeiras.
- Relatórios referentes ao primeiro semestre de 2025 devem ser entregues até 31 de outubro
- O envio será semestral a partir de 2026
- Medida visa combater lavagem de dinheiro e evasão fiscal
- Fintechs agora seguem as mesmas regras dos bancos tradicionais
Dica rápida: desconfie sempre de mensagens alarmistas. Verifique a veracidade em canais oficiais.
Como agir ao receber mensagens falsas sobre o Pix?
Receber uma fake news não é crime, mas compartilhar pode gerar consequências. Para evitar a propagação de informações falsas e alarmistas, a atitude correta é checar a veracidade antes de repassar.
COMO EVITAR CAIR EM FAKE NEWS
PIX E CPF-
Evite compartilhar prints, áudios ou links não confirmados.
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Verifique as informações no site oficial da Receita ou no e-CAC.
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Avise amigos e familiares sobre conteúdos enganosos.
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Denuncie perfis que espalham fake news de forma recorrente.
Como denunciar fake news e golpes que usam o nome da Receita?
Proteger-se de golpes financeiros e desinformação exige responsabilidade. Denunciar conteúdos suspeitos contribui para que investigações avancem e que outras pessoas não sejam prejudicadas.
- Use o portal e-CAC ou o site da Receita Federal
- Salve prints com data, hora e nome do emissor
- Denuncie em plataformas como WhatsApp, Instagram e YouTube
- Em casos mais graves, procure a Polícia Federal ou o Ministério Público
Atenção: nunca clique em links desconhecidos e evite abrir anexos de fontes não verificadas.