Receita Federal emitiu um alerta geral sobre o uso do Pix
Receita Federal não monitora transferências Pix individualmente - Créditos: depositphotos.com / joasouza

A Receita Federal emitiu um comunicado oficial para desmentir boatos sobre rastreamento individual de transferências via Pix.

Segundo o órgão, não há monitoramento transação por transação, e os relatórios recebidos pelas autoridades são limitados e padronizados, voltados apenas a movimentações acima de certos valores mensais.

Receita não rastreia transferências individuais por Pix

A Receita Federal esclareceu que não tem acesso ao conteúdo de cada transação feita por Pix. O que existe é um relatório agregado enviado mensalmente pelas instituições financeiras tradicionais.

No caso de pessoas físicas, o envio ocorre apenas quando o total mensal ultrapassa R$ 2 mil. Para empresas, o limite é de R$ 6 mil mensais. Os dados envolvem saldos e somatórios de movimentações, sem detalhamento de cada transferência.

Além disso, fintechs estavam inicialmente isentas dessa obrigação, o que reforça ainda mais que o Pix não é monitorado em tempo real, nem individualmente.

Como surgem fake news sobre o Pix e o que elas escondem?

Durante grandes operações policiais, como a Cadeia de Carbono e a Carbono Oculto, espalhar pânico virou estratégia de golpistas para atrapalhar fiscalizações. Eles se aproveitam do desconhecimento geral e da linguagem de urgência para enganar.

As mensagens falsas costumam usar a estrutura abaixo para parecerem confiáveis:

  • São distribuídas em grupos de WhatsApp e Telegram
  • Utilizam áudios com supostos servidores da Receita ou nomes oficiais
  • Usam imagens manipuladas e documentos falsos
  • Servem como distração durante operações contra crimes fiscais

Atenção: qualquer áudio alertando sobre CPF bloqueado por Pix é falso. A Receita não se comunica por WhatsApp dessa forma.

Receita Federal emitiu um alerta geral sobre o uso do Pix
Relatórios só são enviados quando valores ultrapassam R$ 2 mil ou R$ 6 mil – Créditos: depositphotos.com / rafapress

O que muda com as novas regras para fintechs?

A revogação da IN 2.219/2024 em janeiro de 2025 liberou temporariamente as fintechs de enviar informações à Receita. Porém, isso mudou com a publicação da IN RFB 2.278/2025, em agosto.

Desde então, fintechs passaram a ter as mesmas obrigações dos bancos e precisam enviar a e-Financeira, com dados padronizados sobre saldos, operações e movimentações financeiras.

  • Relatórios referentes ao primeiro semestre de 2025 devem ser entregues até 31 de outubro
  • O envio será semestral a partir de 2026
  • Medida visa combater lavagem de dinheiro e evasão fiscal
  • Fintechs agora seguem as mesmas regras dos bancos tradicionais

Dica rápida: desconfie sempre de mensagens alarmistas. Verifique a veracidade em canais oficiais.

Como agir ao receber mensagens falsas sobre o Pix?

Receber uma fake news não é crime, mas compartilhar pode gerar consequências. Para evitar a propagação de informações falsas e alarmistas, a atitude correta é checar a veracidade antes de repassar.

COMO EVITAR CAIR EM FAKE NEWS

PIX E CPF
  • Evite compartilhar prints, áudios ou links não confirmados.
  • Verifique as informações no site oficial da Receita ou no e-CAC.
  • Avise amigos e familiares sobre conteúdos enganosos.
  • Denuncie perfis que espalham fake news de forma recorrente.
ATENÇÃO: NÃO EXISTE NENHUM MECANISMO LEGAL QUE PERMITA O BLOQUEIO DO CPF POR USO COMUM DO PIX

Como denunciar fake news e golpes que usam o nome da Receita?

Proteger-se de golpes financeiros e desinformação exige responsabilidade. Denunciar conteúdos suspeitos contribui para que investigações avancem e que outras pessoas não sejam prejudicadas.

  • Use o portal e-CAC ou o site da Receita Federal
  • Salve prints com data, hora e nome do emissor
  • Denuncie em plataformas como WhatsApp, Instagram e YouTube
  • Em casos mais graves, procure a Polícia Federal ou o Ministério Público

Atenção: nunca clique em links desconhecidos e evite abrir anexos de fontes não verificadas.