Essas plantas simples afastam insetos do jardim e reduzem o uso de inseticidas
O controle biológico caseiro ajuda a afastar pragas de hortas e canteiros

Em muitas cidades brasileiras, jardins urbanos estão mudando de aparência e de função. Em vez de depender de produtos químicos, cada vez mais moradores têm recorrido a plantas simples para afastar pragas e proteger hortas e canteiros, prática conhecida como uso de plantas repelentes ou controle biológico caseiro, por ser acessível, barata e alinhada a cuidados com a saúde e com o meio ambiente.

Como as plantas simples podem substituir inseticidas em jardins urbanos

A palavra-chave central nesse debate é plantas simples, entendidas como espécies fáceis de encontrar, de baixo custo e que não exigem manejo avançado. Em vez de aplicar sprays químicos de maneira recorrente, muitos jardineiros urbanos distribuem essas plantas estrategicamente pelo espaço, criando uma espécie de “barreira verde” contra pragas.

Algumas plantas liberam compostos voláteis que funcionam como repelentes naturais, como a citronela, conhecida pela ação contra mosquitos. Além de afastarem insetos, essas espécies podem atrair joaninhas, abelhas e outros insetos benéficos, ajudando na polinização e no controle natural de pragas, o que reduz a necessidade de agrotóxicos em ambientes residenciais.

Leia também: Aprenda a fazer repelente natural com folhas do seu jardim.

Principais plantas simples usadas como repelentes naturais

Lavanda cultivada em jardim urbano usada como planta repelente natural
A lavanda ajuda a reduzir a presença de moscas e ainda perfuma o jardim – Créditos: depositphotos.com / anskuw

Entre as plantas simples para jardins urbanos, algumas se destacam pela popularidade, eficácia e facilidade de cultivo em vasos, floreiras ou pequenos canteiros. Em espaços reduzidos, como varandas e corredores, elas se desenvolvem bem desde que recebam luz adequada e regas regulares, tornando-se aliadas práticas do manejo ecológico.

A seguir, estão algumas das espécies mais presentes nesse tipo de manejo, com usos comuns em ambientes domésticos e hortas urbanas:

  • Citronela: utilizada principalmente contra mosquitos; pode ser plantada em vasos grandes, próxima a áreas de convívio.
  • Hortelã: o cheiro intenso ajuda a afastar formigas e alguns tipos de pulgões; cresce bem em recipientes.
  • Manjericão: aliado em hortas, especialmente ao lado de tomateiros; contribui para afastar moscas-brancas e pulgões.
  • Lavanda: associada à redução de moscas e alguns insetos de jardim; também é usada para sachês aromáticos.
  • Alecrim: ajuda no controle de mosquitos e de pragas que atacam hortaliças; adapta-se bem a vasos.
  • Calêndula: flor com potencial de repelir nematoides e insetos sugadores no solo.

Veja com Vamos falar das flores 5 plantas repelentes para ter no jardim:

Como montar um jardim urbano com plantas simples repelentes

Para estruturar um jardim urbano com foco em plantas repelentes, a organização do espaço é fundamental. Sacadas, janelas e lajes podem ser aproveitadas, desde que se observe a incidência de sol, o tipo de recipiente disponível e as espécies que melhor se adaptam ao clima e às condições locais.

O planejamento básico inclui mapear o espaço, escolher as espécies e posicioná-las de forma estratégica, reforçando o controle natural de pragas. Preparos caseiros, como chás ou macerações de folhas de nim, alho e pimenta, podem complementar as plantas simples, desde que aplicados com cuidado para evitar queimaduras nas folhas.

Impactos ambientais e benefícios das plantas simples nos jardins das cidades

O uso de plantas simples em vez de inseticidas em áreas urbanas traz impactos positivos para além do jardim doméstico. A redução de produtos químicos melhora a qualidade do solo e da água, diminui resíduos carregados pela chuva e reduz a exposição de moradores, animais e polinizadores a substâncias tóxicas.

Jardins com espécies aromáticas variadas tendem a atrair mais abelhas, borboletas e outros insetos úteis, fortalecendo a polinização de hortaliças, frutíferas e plantas ornamentais. Assim, a adoção dessas plantas como alternativa aos inseticidas se apresenta como estratégia prática para manter pequenos espaços verdes produtivos, visualmente agradáveis e mais seguros para quem cultiva e para o entorno.