
Uma abordagem de rotina na BR-101, no Rio de Janeiro, terminou com a recuperação de um veículo adulterado e a descoberta de um motor ligado a roubo ou furto. O caso chama atenção para os riscos em negociações de aluguel de veículos sem garantias e para o impacto direto na segurança de quem circula nas rodovias.
O que a PRF encontrou na abordagem na BR-101
Na quinta-feira (22), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um automóvel com sinais de adulteração durante patrulhamento na BR-101, na altura do km 382, no município do Rio de Janeiro.
Por volta das 18h, a equipe abordou o veículo para fiscalização de trânsito. No procedimento, os policiais perceberam indícios de adulteração nos caracteres identificadores do automóvel.
Inspeção aponta irregularidades em componentes do veículo
Após uma verificação mais detalhada, foram constatadas desconformidades na numeração de diversos componentes, reforçando a suspeita de fraude.
Segundo a análise técnica, um dos componentes — que não apresentava sinais de adulteração — teve a numeração associada a outro veículo com as mesmas características, mas com registro criminal.
Motor levou a ocorrência de roubo ou furto registrada em 2022
A PRF identificou que o número desse componente correspondia a um automóvel com registro de roubo ou furto, conforme ocorrência registrada na 27ª Delegacia de Polícia (DP), no ano de 2022.
Esse cruzamento é considerado decisivo em ocorrências do tipo, porque pode indicar a reutilização de peças “originais” para tentar dar aparência de legalidade a um veículo adulterado.
Versão do condutor: anúncio de aluguel e pagamento em espécie
O condutor relatou que teria visto um anúncio em um site de aluguel de veículos para locar o automóvel. Segundo ele, marcou um encontro para concretizar o aluguel e acertou o pagamento de R$ 650,00 semanais em espécie.
De acordo com o relato, o encontro teria ocorrido em local não especificado, no bairro do Méier, na capital fluminense.
Impacto para quem busca locação “rápida” fora de canais formais
Casos assim acendem um alerta para o público: acordos feitos com pagamento em espécie, em encontros informais e sem rastreabilidade, podem expor motoristas a situações de risco e a envolvimento involuntário em ocorrências com registro criminal.
Para onde o caso foi encaminhado
Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada para a 35ª DP (Campo Grande), que ficará responsável pelos procedimentos e pela apuração.
Ao reforçar a fiscalização nas rodovias, a PRF busca coibir a circulação de carros adulterados e reduzir o impacto desse tipo de crime na segurança de motoristas e passageiros no Rio de Janeiro.