Como fazer a feijoada carioca que encanta todos os turistas no RJ
Receita preparada com feijão preto e diferentes cortes de carne suína

A feijoada carioca é um dos símbolos da culinária brasileira e costuma aparecer em almoços de família, encontros de amigos e eventos tradicionais. O prato é conhecido pelo sabor marcante, pelo tempo de preparo cuidadoso e pelo clima de reunião que costuma provocar, mantendo características próprias na escolha das carnes, acompanhamentos e modo de preparo.

O que caracteriza a verdadeira feijoada carioca

A feijoada carioca é tradicionalmente feita com feijão-preto e uma combinação de carnes suínas e, em alguns casos, carne bovina. Costuma reunir cortes como paio, linguiça calabresa, carne-seca, costelinha de porco e, dependendo do costume de cada família, partes como pé ou orelha.

No Rio de Janeiro, muitos restaurantes mantêm um padrão de feijoada mais “limpa”, priorizando linguiças, carne-seca e costela, deixando de lado algumas partes menos consumidas atualmente. O prato busca equilíbrio entre sabor intenso, textura aveludada do caldo e quantidade adequada de gordura.

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Como organizar e preparar a feijoada carioca passo a passo

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, preparar feijoada não exige técnicas complexas, mas sim organização, boa escolha dos ingredientes e atenção aos tempos de cozimento. O processo começa com o dessalgue das carnes e o planejamento da quantidade por pessoa, o que ajuda a evitar desperdícios e exageros.

A quantidade média costuma ser de cerca de 150 g de feijão-preto e entre 200 g e 250 g de carnes variadas por pessoa. Assim, um almoço para seis pessoas pode usar aproximadamente 1 kg de feijão e 1,2 kg a 1,5 kg de carnes, distribuídas entre linguiças, carne-seca e costelinha.

Um passo a passo básico de feijoada carioca inclui as seguintes etapas, que podem ser adaptadas conforme o costume de cada casa:

  1. Escolha das carnes: selecionar cortes como carne-seca, paio, linguiça calabresa, costelinha suína e, se desejado, bacon em cubos.
  2. Dessalgar as carnes: deixar principalmente a carne-seca de molho em água fria por 12 a 24 horas, trocando a água algumas vezes.
  3. Cozimento do feijão: lavar o feijão-preto, colocar na panela com água e iniciar o cozimento, de preferência em panela de pressão para agilizar.
  4. Preparo das carnes: cozinhar as carnes mais duras separadamente, retirando excesso de gordura e espuma; depois, juntar ao feijão já parcialmente cozido.
  5. Refogado final: fazer um refogado de cebola, alho e um pouco de gordura (óleo, banha ou azeite) e incorporar à feijoada para intensificar o sabor.

Durante o cozimento, é importante ajustar a quantidade de água para manter o caldo espesso, porém não seco. Folhas de louro, pimenta-do-reino e, em algumas receitas, um toque de cheiro-verde picado são usados com moderação, e o sal só deve ser corrigido perto do final.

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Quais acompanhamentos são tradicionais na feijoada carioca

Torresmo crocante servido à parte como acompanhamento da feijoada carioca tradicional.
Torresmo crocante servido como acompanhamento tradicional da feijoada carioca, trazendo mais textura ao prato – Créditos: depositphotos.com / seagamess

A feijoada carioca tradicional é quase sempre servida com um conjunto de acompanhamentos que ajudam a equilibrar o prato. Eles oferecem contraste de texturas e sabores, tornando a refeição mais leve e agradável mesmo para quem não está acostumado a pratos muito gordurosos.

Entre os acompanhamentos mais comuns, alguns itens são considerados praticamente indispensáveis em bares, restaurantes e casas que servem feijoada aos fins de semana:

  • Arroz branco: simples, soltinho, serve de base para o feijão-preto e as carnes.
  • Couve refogada: cortada em tiras finas, rapidamente salteada com alho e um pouco de óleo ou azeite.
  • Farofa: pode ser feita com manteiga, azeite ou gordura de porco; algumas versões incluem bacon, cebola e até banana.
  • Laranja em rodelas: ajuda na digestão e dá contraste de frescor ao prato mais pesado.
  • Torresmo: pele de porco frita até ficar crocante, servida à parte para quem aprecia mais textura e gordura.

Em muitos estabelecimentos do Rio de Janeiro, a feijoada também é acompanhada de molho de pimenta, vinagrete e, às vezes, uma caipirinha para harmonizar com o prato. A ideia é que cada pessoa possa montar o prato de acordo com o próprio gosto.

Como garantir uma feijoada carioca equilibrada e saborosa

Alguns cuidados simples fazem diferença na qualidade da feijoada carioca servida em casa. Usar carnes de boa procedência, retirar o excesso de gordura aparente e respeitar os tempos de dessalgue e cozimento ajudam a evitar um prato pesado demais ou salgado em excesso.

Planejar o preparo com antecedência, organizar os acompanhamentos e deixar a feijoada descansar alguns minutos após o término do cozimento contribui para um caldo mais encorpado. Servir o prato ainda quente, em panelas ou cumbucas adequadas, reforça a sensação de reunião à mesa, sempre com o feijão-preto como protagonista.