
O fechamento dos supermercados aos domingos no Espírito Santo começa a valer em março e poderá impactar o comportamento de compra da população. Até fevereiro, funcionamento normal aos domingos.
O acordo entre empresários e trabalhadores altera o funcionamento do varejo alimentar e pode servir de teste para todo o país.
Por que os supermercados vão fechar aos domingos?
O fechamento dos supermercados aos domingos no Espírito Santo foi determinado por um acordo coletivo entre sindicatos de trabalhadores e representantes do setor. A decisão, com caráter experimental, vale de março até o fim de outubro de 2026. O fechamento foi negociado em conjunto com reajuste salarial de 7% e piso de R$ 1.650 para o setor, buscando equilibrar valorização da mão de obra e impacto ao consumidor.
A medida afeta supermercados, mercados, atacarejos, minimercados, hortifrutigranjeiros, mercearias, atacadistas de gêneros alimentícios, autosserviços e lojas de material de construção com empregados registrados. Já padarias e pequenos comércios de bairro que não se enquadrem nas categorias listadas continuam autorizados a funcionar normalmente nesse dia da semana. Shoppings permanecerão abertos aos domingos, mas supermercados e lojas de material de construção localizados dentro de shopping centers também deverão fechar.
O que muda na rotina de compras da população?
Com a nova regra, consumidores precisarão adaptar seus hábitos de abastecimento, concentrando compras entre segunda e sábado. O domingo, antes usado por muitas famílias para compras mais tranquilas, agora será reservado para emergências.
Tendências de Consumo com a Nova Mudança
| Tendência | Descrição |
|---|---|
| Compras antecipadas | Consumidores passam a concentrar as compras nas sextas e sábados, reduzindo o fluxo no domingo. |
| Mais planejamento | A rotina de compras fica mais organizada, com menos improviso e maior foco no planejamento semanal. |
| Crescimento dos apps | Aplicativos de delivery e e-commerce ganham espaço, oferecendo praticidade e entrega rápida. |
| Fortalecimento dos pequenos comércios | Padarias e mercados de bairro que operam fora das categorias restritas passam a receber mais movimento. |
Insight: Com a mudança nos hábitos, o consumidor busca conveniência e previsibilidade — uma oportunidade para pequenos negócios se destacarem com atendimento personalizado.
Como os supermercados vão se adaptar à nova dinâmica?
As empresas do setor precisarão redistribuir suas escalas, reforçar equipes em dias de maior movimento e repensar a exposição de produtos, especialmente os perecíveis.
Há também tendência de ampliação dos horários em dias úteis e uso de tecnologias de autoatendimento para agilizar o fluxo nas lojas. O desafio será compensar o faturamento perdido aos domingos e evitar desperdícios logísticos.
Quais são os impactos para os trabalhadores do setor?
Um dos principais objetivos da mudança é oferecer um descanso semanal mais estável, especialmente para trabalhadores que atuam com esforço físico constante e atendimento direto ao público.
Referências internacionais indicam que a folga aos domingos reduz o estresse e melhora a qualidade de vida. Além disso, pode diminuir os afastamentos médicos e a rotatividade nas equipes.
- Mais previsibilidade: escalas com folgas mais regulares e valorizadas.
- Menor desgaste físico: alívio nas jornadas prolongadas e fim de semana protegido.
- Valorização do bem-estar: impacto positivo na saúde mental e produtividade.
- Possível redução de custos: menos horas extras e menos trocas de equipe.

Espírito santo pode influenciar decisões em outros estados?
O acordo coletivo transforma o Espírito Santo em um laboratório nacional para testar os efeitos do fechamento dominical. Durante os sete meses de vigência, indicadores como produtividade, vendas, comportamento de compra e satisfação dos trabalhadores serão monitorados.
Dependendo dos resultados, a medida poderá ser mantida, ajustada ou encerrada. E, se os efeitos forem positivos, o modelo poderá influenciar discussões semelhantes em outros estados brasileiros.
Atenção: a decisão não tem força de lei nacional. Ela vale apenas para o Espírito Santo, no escopo do acordo entre sindicatos e empresas locais.