
O barulho em condomínio provocado por latidos frequentes é uma das principais causas de conflito entre vizinhos e costuma gerar dúvidas sobre o que é permitido pela lei.
A legislação brasileira permite animais em condomínios, mas impõe limites claros quando o ruído afeta o direito ao sossego coletivo.
O que a lei diz sobre barulho de cachorro em condomínio?
A legislação não estabelece um número exato de latidos aceitáveis, mas protege o direito à tranquilidade previsto no Código Civil (Lei 10.406/02). Quando há perturbação do sossego, o caso pode ser enquadrado como irregular.
Latidos constantes, prolongados ou recorrentes podem gerar advertências, multas e até medidas judiciais, dependendo da intensidade e da frequência do problema.
Existe horário em que o barulho de pets é proibido?
A maioria dos condomínios adota horários de silêncio, normalmente durante a noite e a madrugada. Nesse período, qualquer ruído excessivo tende a ser avaliado com mais rigor.
Mesmo fora desses horários, o barulho contínuo pode ser questionado se ultrapassar o que é considerado razoável para a convivência entre moradores.

O que o regimento interno do condomínio pode exigir?
Além da lei, as regras internas do condomínio têm papel fundamental nesses casos. O regimento costuma definir procedimentos para reclamação e penalidades aplicáveis.
Advertências formais, multas progressivas e registros de ocorrência costumam estar previstos quando o problema se repete e não é solucionado de forma amigável.
Quando o tutor pode ser responsabilizado pelo barulho?
O tutor é legalmente responsável pelos efeitos causados pelo animal. A falta de providências diante de latidos excessivos pode caracterizar descumprimento das normas condominiais.
Em situações mais graves, o conflito pode chegar ao Judiciário, com exigência de medidas corretivas ou até indenização por perturbação contínua.
Como lidar com o problema sem conflito entre vizinhos
Antes de medidas punitivas, o diálogo costuma ser a solução mais eficaz. A tentativa de resolução amigável evita desgastes e costuma resolver boa parte dos casos.
Algumas atitudes práticas podem ajudar a reduzir os latidos:
- Identificar a causa: ansiedade, solidão ou estresse costumam estar por trás do comportamento.
- Estimular o animal: passeios e brincadeiras reduzem o excesso de energia.
- Buscar apoio profissional: orientação veterinária ou adestramento podem ajudar.
- Formalizar a queixa: quando não há solução, o condomínio deve ser comunicado.
Compreender os limites legais do barulho em condomínios ajuda a equilibrar o direito de ter pets com o dever de respeitar o sossego coletivo, favorecendo uma convivência mais tranquila entre todos.