
A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do RJ deflagraram nesta quinta-feira (22 de janeiro) a operação “Haras do Crime” contra uma quadrilha investigada por furto de petróleo após perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro. A ação ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro e em mais cinco estados, e já resultou na prisão de sete suspeitos.
Operação “Haras do Crime”: o que a polícia busca com a ofensiva
A ofensiva tem como objetivo cumprir mandados de prisão e busca e apreensão, além de interromper as atividades ilegais apontadas na investigação. Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava com estrutura organizada, com hierarquia operacional, articulação fora do estado e divisão de tarefas entre os integrantes.

Onde a operação acontece
De acordo com as informações divulgadas, os alvos são cumpridos ao mesmo tempo no RJ, SP, MG, ES, PR e SC.
Como funcionaria o esquema, segundo as investigações
As apurações são conduzidas pela Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD). Conforme a investigação, a quadrilha operava em um ciclo integrado que começava na perfuração do duto e avançava até a comercialização do produto.
Perfuração clandestina com proteção armada
Segundo a polícia, o ciclo se iniciava com a perfuração do oleoduto, com proteção armada durante a ação.
Transporte em caminhões-tanque por rotas interestaduais
Depois disso, o petróleo seria transportado em caminhões-tanque por rotas interestaduais, caracterizando transporte clandestino, segundo os investigadores.
Venda com notas fiscais falsas e empresas de fachada
Ainda de acordo com a investigação, o produto era comercializado com uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.
Fazenda em Guapimirim e suspeita de blindagem do esquema
As apurações também indicam que parte do material teria sido extraída em uma fazenda em Guapimirim, na Baixada Fluminense, por onde passa um trecho do oleoduto. Segundo os investigadores, o local pertence a uma família de contraventores, o que aumentaria a dificuldade de fiscalização na região.
Indícios adicionais citados pela polícia
A Polícia Civil afirma que há elementos indicando intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos usados no esquema. Além disso, alguns investigados já respondem como réus em outros processos, segundo a corporação.
O que disse o governador Cláudio Castro
O governador comentou a operação e disse que o estado manterá o foco no enfrentamento ao crime organizado: “Vamos continuar de maneira firme e séria combatendo o crime organizado. Não podemos permitir que quadrilhas continuem explorando atividades ilegais que geram prejuízos e colocam vidas em risco”, afirmou.