
A capoeira de Niterói vai ganhar ainda mais visibilidade fora do Brasil. Entre 22/01 e 02/02, o Mestre Bujão, do Instituto Gingas e do Gingas Capoeira, cumpre agenda no México com rodas, oficinas e ações educativas. A missão reforça o intercâmbio cultural e projeta a capoeira como linguagem social e formativa em cenário internacional.
De Niterói para o México: agenda internacional do Gingas Capoeira
O Mestre Bujão, fundador do Gingas Capoeira, embarca no dia 22/01 e permanece até 02/02 no México, onde realiza uma série de atividades voltadas à difusão da capoeira como manifestação da cultura brasileira e como ação do Gingas Capoeira no México. A programação inclui rodas de capoeira, participação em eventos culturais e ações em academias, promovendo o intercâmbio entre diferentes práticas corporais.
Além disso, a viagem tem caráter estratégico e simbólico, com foco na integração e no fortalecimento da comunidade da capoeira, na promoção de intercâmbios culturais e na ampliação da presença do Gingas no país. A iniciativa busca intensificar o diálogo com praticantes locais, construir parcerias com grupos e instituições e reafirmar a capoeira como expressão cultural, educativa e social no contexto internacional.

Capoeira como formação cultural, educativa e social
A missão inclui oficinas e palestras que aprofundam elementos centrais da prática, conectando tradição, aprendizagem e vivência comunitária. Entre as frentes previstas, estão:
- Rodas de capoeira e participação em eventos culturais
- Ações em academias, aproximando a capoeira de outras práticas corporais
- Atividades com foco em intercâmbio cultural e diálogo com praticantes locais
Oficinas, palestras e workshops: o que Mestre Bujão fará no México
Em fala direta, Mestre Bujão detalhou como será a atuação durante o período no país — com oficinas técnicas, palestras em ambientes educacionais e trocas com outras modalidades:
“O Gingas Capoeira já vem desenvolvendo atividades no México há alguns anos, e agora a gente tem a oportunidade de expandir ainda mais essa atuação. Eu vou ministrar oficinas sobre a gestualidade, a musicalidade, o ritmo e o ritual da capoeira, além de palestras em escolas e no Ministério da Educação na Cidade do México. Também fui convidado a oferecer workshops sobre a parte marcial da capoeira para pessoas de outras modalidades, como MMA e Muay Thai. E tudo isso está acontecendo graças ao edital de mobilidade da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, que está possibilitando essa expansão. A gente vai levar nossa visão da capoeira como uma ponte cultural inclusiva, destacando também a questão da acessibilidade”, detalhou Mestre Bujão.
Edital de mobilidade e reforço de credibilidade
A participação ocorre com apoio do edital de mobilidade da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, citado pelo mestre como fator decisivo para viabilizar a expansão. Nesse sentido, a iniciativa reforça a dimensão institucional do projeto, com base em fomento público e foco em acessibilidade e integração cultural.
Time Gingas Capoeira no México apoia a missão
Durante o período no país, o Mestre contará com apoio do time Gingas Capoeira no México, formado por José Antonio Lara Salas (Zé), Jorge Ulises Vazquez Betancourt (Franguinho), Byron Salvador Duarte Macedo e seus respectivos grupos. A presença conjunta fortalece o espírito de coletividade e pertencimento que marca o trabalho do GINGAS Capoeira.
Ao mesmo tempo, o projeto reforça a base construída no Brasil, já que o GINGAS Capoeira desenvolve trabalho em várias cidades como Niterói, Saquarema, Cachoeiras de Macacu e Duque de Caxias.

Objetivos: visibilidade internacional e novos projetos
Entre os objetivos da iniciativa estão a ampliação da visibilidade do Gingas Capoeira, do Instituto Gingas e do Mestre Bujão no Brasil e no exterior. Além disso, a missão busca atrair interesse e abrir oportunidades para o desenvolvimento de novas ações e projetos internacionais.
Por fim, a agenda também pretende contribuir para a consolidação da capoeira como fenômeno global, em diálogo com a trajetória de mestres que historicamente levaram essa arte para além das fronteiras brasileiras — reforçando o papel cultural e social da capoeira como ponte entre comunidades e países.