
Em Niterói, muitos moradores sentem no bolso o aumento no preço das ervas frescas em mercados e hortifrutis. Salsinha, cebolinha, manjericão e hortelã são muito usadas na cozinha e em chás, e o cultivo doméstico em vasos ou pequenos canteiros tem se mostrado uma forma simples de economizar sem mudar a rotina na cozinha.
Por que plantar ervas em casa ajuda a reduzir os gastos?
A palavra-chave central aqui é plantar ervas em casa. Em Niterói, o valor desses temperos varia bastante, principalmente em períodos de clima seco ou alta demanda. Nos mercados, molhos de cheiro-verde e maços de ervas costumam ser vendidos em pequenas quantidades, e a soma dessas compras ao longo do mês pesa no orçamento de quem cozinha com frequência.
Ao cultivar em vasos, o consumidor reduz essas compras repetidas e o desperdício. Uma muda de manjericão ou hortelã, bem cuidada, produz folhas por meses. Salsinha e cebolinha também rebrotam após o corte, fazendo com que o investimento inicial em substrato, vasos e mudas se pague rapidamente.
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Quais ervas são mais vantajosas para plantar em Niterói?

Algumas espécies geram maior economia por serem caras no varejo e terem bom rendimento em cultivo doméstico. Elas se adaptam bem ao clima quente e úmido de Niterói, desde que tenham boa drenagem, rega moderada e algumas horas de sol por dia.
Ao priorizar as ervas mais usadas na cozinha, a horta doméstica reduz a necessidade de ir ao mercado apenas para comprar temperos frescos. Entre as mais vantajosas estão:
- Salsinha e cebolinha (cheiro-verde): usadas quase diariamente em arroz, feijão, sopas e ensopados.
- Manjericão: muito presente em massas, molhos de tomate, pizzas e pratos com frango ou peixe.
- Hortelã: comum em chás, sucos e algumas receitas doces e salgadas.
- Orégano e tomilho: quando cultivados e desidratados em casa, reduzem a compra de potes industrializados.
Veja com Minhas Plantas como fazer uma horta caseira passo a passo:
Como montar uma pequena horta de ervas em apartamento
Não é preciso quintal para plantar ervas. Varandas, janelas e áreas de serviço bem iluminadas costumam ser suficientes. É importante observar a luz: manjericão e alecrim gostam de sol direto por algumas horas; hortelã e salsinha se adaptam melhor à meia-sombra.
Com poucos materiais é possível começar, desde que o local tenha boa ventilação e os vasos ofereçam drenagem. O básico envolve escolher o lugar, os recipientes, o substrato e as mudas ou sementes, além de uma rotina simples de regas para manter o solo úmido, sem encharcar.
- Escolher o local: dar preferência a áreas ventiladas, com algumas horas de claridade diária.
- Selecionar os vasos: podem ser de plástico, cerâmica ou reciclados, desde que tenham furos de drenagem.
- Usar substrato adequado: mistura de terra vegetal, areia e matéria orgânica, para reter umidade sem acumular água.
- Plantar mudas ou sementes: mudas dão retorno mais rápido; sementes são mais baratas, porém exigem mais tempo.
- Regar com regularidade: manter o solo levemente úmido, evitando encharcamento e problemas como fungos.
Plantar ervas em casa realmente traz economia no dia a dia?
Para quem prepara refeições em casa com frequência, as compras repetidas de ervas podem representar um gasto significativo ao longo do mês. Em bairros de Niterói com muitos supermercados e hortifrutis, os preços variam bastante por semana, influenciados por clima, oferta e logística.
Com alguns meses de cultivo, a redução de gastos se torna perceptível, já que muitas idas ao mercado deixam de ser necessárias apenas para comprar temperos frescos. Além da economia, diminui o desperdício de folhas que acabam estragando na geladeira, garantindo ervas sempre frescas e uso mais racional dos temperos durante o ano inteiro.