Divulgação/Ecovias Ponte
Divulgação/Ecovias Ponte

A manhã desta quarta-feira (21) foi de trânsito intenso em Niterói, especialmente nas principais vias que dão acesso à Ponte Rio-Niterói, em um típico cenário de pós-feriado no município do Rio de Janeiro — onde o Dia de São Sebastião (20) é feriado municipal, mas não se aplica a Niterói.

Desde as primeiras horas do dia, motoristas enfrentaram ruas lotadas e retenções prolongadas, com grande volume de veículos se concentrando em eixos estratégicos da cidade. O fluxo pesado foi registrado principalmente nas avenidas Roberto Silveira, Marquês do Paraná, Jansen de Melo, Alameda São Boaventura e também na Avenida do Contorno (BR-101), formando um grande funil viário em direção à ponte.

Divulgação/Ecovias Ponte

Niterói como corredor de passagem

Apesar de não ter sido feriado na cidade, Niterói acaba absorvendo um volume excepcional de veículos vindos de municípios vizinhos, como São Gonçalo e Maricá, além do fluxo tradicional da Região dos Lagos em direção à capital fluminense. O cenário reforça um problema antigo: Niterói funciona como corredor obrigatório da Região Metropolitana Leste Fluminense, pagando diariamente o preço de uma mobilidade que extrapola seus limites urbanos.

Mesmo sem registros de acidentes ou ocorrências operacionais na Ponte Rio-Niterói, o trânsito ficou sobrecarregado antes do acesso à ponte, evidenciando que o gargalo não está na travessia em si apenas, mas também na capacidade viária de Niterói para absorver esse volume regional.

Situação da Ponte Rio-Niterói

Segundo informações da concessionária Ecovias Ponte, a situação da ponte, no início da manhã, estava dentro do padrão considerado normal para dias úteis:

  • 08h06 – Sentido Rio de Janeiro: 16 minutos, com lentidão no acesso
  • 08h06 – Sentido Niterói: 13 minutos, com fluxo normal

Os dados reforçam que o congestionamento se concentrou no território de Niterói, antes da entrada da ponte, provocado pelo acúmulo de veículos de diferentes cidades convergindo para o mesmo ponto.

Impacto no dia a dia da cidade

O cenário desta manhã reacende o debate sobre mobilidade metropolitana, integração de transportes e a necessidade de soluções estruturais que reduzam a sobrecarga diária sobre Niterói. Enquanto o Rio teve feriado e parte da população retornava ao trabalho nesta quarta, a cidade precisou lidar com um trânsito fora do padrão, mesmo sem qualquer ocorrência extraordinária.

Para moradores, trabalhadores e motoristas que cruzam Niterói diariamente, o episódio ilustra um problema recorrente: a cidade não para quando o Rio para — mas sente os efeitos quando o Rio volta a funcionar.