A Justiça do Rio de Janeiro determinou a apreensão do passaporte de uma turista argentina acusada de cometer injúria racial contra o gerente de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A medida foi cumprida no sábado (17/1) e inclui também o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo a Polícia Civil, a investigação segue em andamento para apurar todos os fatos relacionados ao caso.
Entenda o que motivou a investigação
A confusão ocorreu na última quarta-feira (14/1), após um desentendimento envolvendo o pagamento da conta no estabelecimento. A turista argentina, que é advogada, discutiu com o gerente do bar por causa de um suposto erro na cobrança.
Diante da situação, o gerente decidiu verificar as imagens das câmeras de segurança e solicitou que a cliente permanecesse no local até que o problema fosse esclarecido.
Denúncia de ofensas de cunho racial
De acordo com a Polícia Civil, durante a espera, a mulher passou a proferir xingamentos discriminatórios. O gerente, então, começou a gravar as atitudes da turista.
Em depoimento prestado à 11ª DP (Rocinha), a vítima relatou que a mulher apontou o dedo em sua direção e o chamou de “negro” de forma pejorativa e discriminatória.
Ainda conforme o relato policial, nas imagens gravadas — que não foram divulgadas — a turista teria imitado gestos de macaco e reproduzido sons do animal. Após tomar conhecimento do caso, a Polícia Civil iniciou diligências para localizar a suspeita.
Medidas determinadas pela Justiça
Durante as investigações, a delegacia solicitou à Justiça a retenção do passaporte e a imposição de monitoramento eletrônico. As medidas foram autorizadas.
Na manhã do sábado (17/1), a turista compareceu à delegacia para prestar depoimento. No mesmo dia, o passaporte foi apreendido e a tornozeleira eletrônica instalada.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do caso.