Poucas ajustes na casa e o ambiente fica mais fresco no Rio
Manter a casa bem ventilada ajuda a reduzir o calor interno

As ondas de calor estão mais frequentes e intensas no Rio de Janeiro, fazendo muitas famílias buscarem soluções permanentes para deixar a casa mais fresca, com menos gasto de energia e maior conforto nos meses quentes.

Como o calor intenso afeta o conforto dentro de casa

O clima carioca tem temperaturas altas, umidade elevada e forte sol boa parte do ano. Isso aumenta a temperatura interna das residências, sobretudo em imóveis com pouca ventilação cruzada, muito concreto e janelas sem proteção solar.

A ilha de calor urbana agrava o problema: áreas muito construídas e com pouco verde acumulam calor em telhados escuros e fachadas sem sombra, liberando-o lentamente à noite. Isso prejudica o sono, o trabalho remoto e até o bom funcionamento de alimentos e eletrônicos.

Leia também: 3 cidades perto de Niterói para fugir do calor extremo no verão.

Como adaptar a casa ao calor intenso do verão no Rio

Para enfrentar o verão carioca com mais conforto, a adaptação da casa deve focar em ventilação, sombreamento, escolha de materiais e uso racional de equipamentos. A meta é alcançar conforto térmico sem depender do ar-condicionado o tempo todo.

Entre as soluções mais usadas, destacam-se combinações de medidas simples e intervenções planejadas, aplicáveis em casas, apartamentos e coberturas:

  • melhorar a circulação de ar com janelas bem posicionadas;
  • criar áreas de sombra em fachadas e varandas;
  • reduzir o aquecimento de telhados e paredes;
  • organizar o uso de aparelhos que geram calor, como forno e iluminação;
  • priorizar têxteis leves e cores claras na decoração.

Quais estratégias ajudam a refrescar os ambientes sem gastar tanto

Pessoa mudando um móvel de lugar em ambiente residencial para melhorar a circulação de ar e aliviar o calor.
Um simples ajuste nos móveis pode melhorar a circulação de ar e reduzir a sensação de calor dentro de casa – Créditos: depositphotos.com / Milkos

Muitas adaptações podem ser feitas com baixo custo, priorizando a ventilação cruzada. Deixar o ar entrar por um lado e sair por outro, especialmente de manhã cedo e à noite, renova e resfria o interior.

Medidas práticas que trazem alívio térmico sem grandes reformas incluem:

  1. Reorganizar móveis: afastar peças que bloqueiam janelas e portas, liberando o fluxo de ar.
  2. Usar ventiladores de forma estratégica: apontar um ventilador para fora em uma janela ajuda a expulsar o ar quente, enquanto outro, em outra abertura, puxa o ar mais fresco.
  3. Fechar a casa nos horários mais quentes: manter cortinas, persianas e janelas parcialmente fechadas entre fim da manhã e meio da tarde reduz o ganho de calor.
  4. Optar por lâmpadas de LED: consomem menos energia e emitem menos calor que modelos incandescentes ou halógenos.
  5. Organizar o uso de eletrodomésticos: usar forno, ferro e secadora em horários mais frescos evita aquecer ainda mais os ambientes.

Veja com Planarq.Campos 16 dicas para escapar do calor extremo sem ar condicionado:

Quais mudanças estruturais ajudam a reduzir o calor dentro de casa

Em reformas ou obras novas, é possível adotar soluções duradouras. Telhado termoacústico, mantas térmicas e lajes com pintura clara ou refletiva reduzem a entrada de calor e aumentam a eficiência de ventiladores e ar-condicionado.

O sombreamento das fachadas é essencial: varandas, brises, cobogós, toldos retráteis ou trepadeiras criam barreiras contra o sol direto. Em casas com quintal ou laje, o paisagismo com árvores, pergolados e jardins verticais resfria o entorno; em prédios, vasos em varandas e jardineiras em janelas ajudam a amenizar o calor.

Como o ar-condicionado e o ventilador contribuem na adaptação da casa

Mesmo com estratégias passivas, muitas pessoas recorrem ao ar-condicionado nas ondas de calor mais severas. O uso eficiente, com filtros limpos, aparelhos bem dimensionados e selo de eficiência, reduz o consumo de energia e melhora o conforto.

Combinar ar-condicionado e ventiladores ajuda a distribuir o ar frio e permite usar temperaturas um pouco mais altas no termostato, economizando energia. Programar o desligamento automático à noite e manter a ventilação natural sempre que possível faz com que a climatização artificial apenas complemente o conjunto de soluções para o clima carioca.