A Receita Federal esclareceu que não monitora individualmente cada transação feita por Pix, ao contrário do que espalham mensagens falsas.
O órgão publicou um alerta oficial para conter o pânico causado por fake news que usam o nome da Receita para confundir e aplicar golpes.
Receita Federal não rastreia cada transferência feita via Pix
O sistema da Receita Federal não registra valores, horários ou destinatários de cada Pix individual. O que existe é um relatório geral, enviado mensalmente pelos bancos, com o total movimentado por CPF ou CNPJ.
Desde janeiro de 2025, essa exigência se aplica quando as movimentações ultrapassam R$ 5 mil por mês para pessoas físicas e R$ 15 mil para empresas. Não há acesso a detalhes de cada operação, tampouco cobrança de impostos automáticos.
As fintechs não eram obrigadas a fornecer esse tipo de informação até 2024, mas após uma revogação temporária em janeiro de 2025, a obrigatoriedade foi restaurada em 29 de agosto de 2025 através da IN RFB 2.278/2025. Agora, todas as instituições devem seguir as mesmas normas de transparência exigidas dos bancos tradicionais.
Como as fake news sobre o Pix ganham força e confundem as pessoas?
As mensagens falsas sobre o Pix costumam surgir em momentos de maior atenção da imprensa sobre operações contra crimes financeiros. Aproveitando o medo e a falta de informação, os golpistas espalham conteúdo que parece verdadeiro, mas serve apenas para enganar e manipular.
- Circulam em grupos fechados com tom de urgência e medo
- Usam áudios falsos e imagens com logos da Receita
- Mencionam bloqueios automáticos de CPF ou contas bancárias
- Confundem o público durante investigações reais em andamento
Atenção: nenhum alerta real da Receita Federal é enviado por WhatsApp. Se receber algo assim, suspeite imediatamente.
O que mudou com a nova regra sobre fintechs e relatórios financeiros?
Com a publicação da IN RFB 2.278/2025, as fintechs passaram a ser obrigadas a enviar relatórios semestrais à Receita Federal. O objetivo é coibir o uso dessas plataformas para lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
- O primeiro envio, referente ao 1º semestre de 2025, ocorreu até 31 de outubro
- A partir de agora, a obrigação será sempre semestral
- As regras equiparam fintechs a bancos na prestação de contas
- Não afetam o uso normal do Pix por pessoas físicas comuns
Dica rápida: sempre que receber um alerta alarmante, verifique no site oficial da Receita antes de compartilhar com alguém.
O que fazer se você receber uma fake news sobre Pix e Receita?
Repassar desinformação pode causar pânico coletivo, mesmo sem intenção. Por isso, é essencial identificar e interromper a disseminação logo no início.
- Não envie prints, links suspeitos ou áudios sem confirmação
- Consulte diretamente os canais oficiais da Receita Federal
- Explique a pessoas próximas que o conteúdo é falso
- Denuncie o conteúdo nas redes sociais e ao próprio governo
Atenção: qualquer mensagem dizendo que o CPF será bloqueado por causa do Pix é falsa e não deve ser compartilhada.
Como denunciar golpes que usam o nome da Receita Federal?
Denunciar é a forma mais eficaz de impedir que mais pessoas sejam enganadas. Quanto mais rápido os perfis falsos forem identificados, maior a chance de retirá-los do ar.
- Use o portal e-CAC para registrar denúncias formais
- Inclua prints com data, hora e quem enviou o conteúdo falso
- Denuncie diretamente nas plataformas como WhatsApp e Instagram
- A Polícia Federal e o Ministério Público também recebem esse tipo de denúncia
Atenção: nunca clique em links suspeitos, mesmo que pareçam ser de órgãos oficiais. Golpes digitais costumam usar esse tipo de armadilha.