
A CDL Niterói reuniu empresários no Centro, nesta terça-feira (13), para discutir como a Inteligência Artificial (IA) já está mudando decisões, produtividade e o mercado de trabalho. Além das oportunidades, o encontro alertou para um ponto sensível: a necessidade urgente de recapacitação. A conversa foi conduzida por Clarisse Motta e Flávio Evangelho, com foco em IA na prática para negócios.
Café Empresarial da CDL Niterói debate IA na prática para empresas
A CDL Niterói promoveu, na manhã desta terça-feira (13), no Centro, mais uma edição do Café Empresarial, reunindo empresários e profissionais para discutir o papel da Inteligência Artificial (IA) na transformação dos negócios e do mercado de trabalho. O tema do encontro foi Inteligência Artificial na prática para negócios, conduzido pelos especialistas Clarisse Motta e Flávio Evangelho.
O debate destacou oportunidades e desafios da tecnologia nas empresas, especialmente diante das mudanças aceleradas nas relações de emprego e do impacto direto sobre rotinas operacionais, produtividade e tomadas de decisão.

Impactos da IA no emprego: extinções, novas vagas e o desafio da adaptação
Durante o evento, os especialistas apresentaram um panorama sobre os impactos globais da Inteligência Artificial, ressaltando que, apesar do temor em torno da substituição de postos de trabalho, o saldo tende a ser positivo.
Segundo estudos citados no encontro:
- cerca de 92 milhões de empregos devem ser extintos;
- 170 milhões de novas vagas devem ser criadas;
- o saldo projetado é de aproximadamente 78 milhões de empregos.
No entanto, o ponto central do alerta foi a velocidade da mudança. De acordo com os dados apresentados, cerca de 50% dos profissionais precisarão passar por processos urgentes de recapacitação, o que amplia a pressão sobre empresas e trabalhadores para atualização contínua.

IA preditiva x IA generativa: o que muda na prática
No contexto do uso corporativo, os palestrantes explicaram as diferenças entre Inteligência Artificial preditiva e Inteligência Artificial generativa. Ambas são treinadas a partir de grandes volumes de dados e utilizam matemática estatística para identificar padrões, prever comportamentos e automatizar processos.
Na prática, isso se traduz em benefícios como:
- ganhos de produtividade com automação de tarefas;
- eficiência em fluxos operacionais;
- suporte para análise de dados e direcionamento de ações;
- maior velocidade para testar hipóteses e organizar demandas.
IA como apoio à decisão, não como substituta do pensamento humano
Os especialistas reforçaram que a IA deve ser encarada como ferramenta de apoio à decisão, e não como substituta do pensamento humano. A mensagem central foi que resultados consistentes exigem comando adequado, supervisão e correções ao longo do tempo.
Flávio Evangelho enfatizou o risco de delegar decisões sem revisão:
“A Inteligência Artificial não é um cargo e jamais substituirá o senso crítico. Aceitar a automação em 100% é assumir uma grande possibilidade de erros na implementação. É fundamental dar os comandos corretos, treinar, corrigir e acompanhar a IA continuamente para que os resultados sejam positivos”, afirmou Flávio.
Clarisse Motta, mentora de cursos de Inteligência Artificial e gerenciamento de tráfego pago, reforçou o papel da capacitação contínua e do olhar crítico do empresário:
“É preciso experimentar a IA em todos os sentidos, mas com preparo. O empresário deve entender se aquela solução pode gerar gargalos que impactam diretamente as vendas ou prejudica a experiência do cliente final. O sucesso está em criar fluxos de trabalho mais eficientes e avaliar de forma crítica as entregas da Inteligência Artificial”, destacou.

Papel das entidades e networking: apoio ao empresário no novo cenário
Além do conteúdo técnico, o Café Empresarial também trouxe reflexões sobre o papel das entidades de classe no apoio aos empresários diante desse novo cenário de transformação digital. O encontro foi encerrado com uma rodada de networking, conectando profissionais e empresas em busca de soluções e parcerias para enfrentar as mudanças no mercado.
A discussão reforçou que a adoção responsável de Inteligência Artificial depende de estratégia, capacitação e acompanhamento — fatores decisivos para gerar ganhos reais sem comprometer a experiência do cliente e a qualidade das entregas.